quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Alexandra Prieto no MAC
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Roberto Chichorro no MAC

texto de apresentação
Aqui, tudo se passa à noite.Antes, durante ou depois de uma festa que se arrasta pelas horas, as noites não contemplam períodos de descanso. Aumentam as batidas da música e do coração e nem a visão fica diminuída, iluminados que surgem homens e bichos, numa luxúria cromática de extraordinária força lírica.Luares radiantes, cúmplices e confidentes, que encerram segredos de conquistas e namoros clandestinos, apadrinhados pelo universo ancestral do animismo africano, repleto de criaturas oníricas.Nestas festas, os sons parecem romper os limites da tela e não existe tristeza.Serestas e serenatas, luzes, cores e perfumes são ingredientes constantes que Roberto Chichorro utiliza como garante de sedução. E múltiplas são as personagens e os seus mistérios. Inebriantes. Repletas de paixão e erotismo incendiários.Mulatas que sonham, maquilhadas de muciro e pó de arroz, que se aprontam para a festa, que se insinuam ou se ajeitam à janela. E esperam… cativas de amor.Os homens agitam-se, os bichos também.Cabras e gatos e bodes e peixes e burros e cães namoradeiros, e os outros, que não sabemos quem são, mescla de fábulas e recordações.Tocadores de viola, de flauta, de piano. Homens-lua, conquistadores.E os pássaros. Beija-flor ou papagaios de papel. Intermediários entre céu e terra, entre mulheres e homens, polinizadores que segredam recados, com morada voluntária nas muitas gaiolas douradas que pendem do infinito.Este sentido mágico de permanente comunhão com a natureza decorre de vincados traços da personalidade do pintor, do lado idílico do seu pensamento simbólico, da sua admiração perante a beleza do mundo.E é relato de espaços, de tempos e de mundos vividos. O presente não é só o agora, é também lembrança do passado.A natureza da obra de Roberto Chichorro é alegórica. Não contempla, por isso, inquietações racionais ou dúvidas lógicas. Exprime a língua das gentes e dos bichos e toda a narrativa convida à demora, tantos são os pormenores e as histórias que irrompem dentro da história.Rejeitando a verosimilhança naturalista, não privilegia a forma mas a essência, legando ao nosso imaginário um amplo mostruário de celebração da vida, alcançado por meio de filtros de sensibilidade melancólica e delicada, autónomo do real convencionado.Roberto Chichorro pauta-se pelo sentido de unidade, num espírito de síntese que, não sendo economicista, permanece atento ao pormenor.Renuncia à concordância das cores com os referentes representados e confere-lhes contrastes e harmonias inexistentes na realidade visível.Tecnicamente, esta aplicação cromática, de selecção aparentemente arbitrária uma vez que renuncia a qualquer naturalismo, enfatiza tendências opostas na forma e no conteúdo. Codifica sentidos.A cor não é um simples valor estético. Chichorro tira partido das misturas ópticas, joga com o brilho e a saturação numa cumplicidade constante entre dominantes e acentuantes, e mantém a nossa atenção focada em todos os pontos da tela.Grandes manchas de cor chapadas, fechadas por negros contornos e pontilhadas, amiúde, pelo esplendor do ouro, conferem uma expressividade vibrante que explica, decerto, a vitalidade da obra deste grande Mestre.Chichorro não representa. Cria mundos. Abre-nos frestas de portas. E acorda em nós o desejo de espreitar. Vermos sem sermos vistos. Sermos de novo meninos, em noite escura de insónia ou de bicho papão, à procura de um mundo de luz e cor que não é nosso, para espantar o medo.O nosso reino de fantasia, denso e subtil, realista e fantástico, onde os homens ensinam os bichos e os bichos aprendem a ser homens, na festa das cores da vida.Aqui tudo se passa à noite. Nunca amanhece. Mas não existe tristeza, só nostalgia…
Álvaro Lobato de Faria /Setembro,2011
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http://www.movimentoartecontemporanea.com/
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sábado, 3 de setembro de 2011
Fernando d'F. Pereira
Mulher Branca
107x117
As Manas
80x95
Apanha Corações
85x106
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MAC – MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
mac@movimentoartecontemporanea.com
tel. 213850789/ 213867215 /tm. 962670532
Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 260 Lisboa /
Av. Álvares Cabral, 58-60, 1250-018
horário:
segunda a sexta das 13:00 às 20:00
sábado das 15:00 às 19:00
domingo por marcação tm 96 267 05 32
sábado, 2 de julho de 2011
Prémios MAC` 2011
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MAC`2011 Programa Cultural Televisão _ CARTAZ DAS ARTES _ TVI
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MAC`2011 Imprensa _ NIRAM ART MAGAZINE
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Em representação de Eva Defeses, recebeu Héctor Martínez Sánz-----------------------------------------------------------------------------------------------
MAC`2011 Hilário Teixeira Lopes _ Teresa Mendonça
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Foram ainda atribuídas as distinções de Colaboração, Divulgação e Parceria Cultural a um grupo de personalidades que, de forma individual ou colectiva, tem trabalhado no sentido de conferir um maior reconhecimento público ao MAC e aos seus artistas.
Assim, este ano foram distinguidos na categoria de Colaboração Cultural: a pintora Maria João Franco, o pintor Paulo Canilhas e a fotógrafa Rosa Reis.
Na categoria de Parceria Cultural, uma vez mais distinguimos a acção pedagógica inovadora do Colégio Militar e da Prof.ª Pintora Ana Tristany.
As distinções de Divulgação Cultural foram entregues a Héctor Martínez Sánz, pelo trabalho desenvolvido na publicação Madrid en Marco, às Oficinas de Formação e Animação Cultural da Câmara Municipal de Aljustrel e ao Jornalista Manuel Rodriguez Vaz.
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
Prémios MAC` 2011 - 17º Aniversário
Instituídos pela primeira vez em 1997, os prémios MAC visam estreitar os laços entre os diversos agentes e práticas artísticas: representações, expressões, conhecimentos e aptidões – bem como os objectos e os espaços que lhes estão associados – instituições, imprensa, grupos ou indivíduos que ao longo de cada ano mais activamente participam na produção, promoção e divulgação culturais, enriquecendo a cena artística nacional e internacional.Este ano, a tarefa ficou a cargo do Escultor Santos Lopes, que produziu uma peça rica em simbolismo que postula os princípios que presidem à fundação dos Prémios MAC: premiar a isenção e a qualidade.A cerimónia de entrega dos Prémios terá lugar no dia 28 de Junho de 2011, no decorrer da inauguração da Exposição Colectiva de Artes Plásticas, comemorativa do 17º Aniversário MAC, onde poderão encontrar obras de Hilário Teixeira Lopes, Ricardo Paula, Roberto Chichorro, João Duarte, Santos Lopes, Alberto Gordillo, Matilde Marçal, Luísa Nogueira, Maria João Franco, Artu Bual, Alfred Opitz, Gil Teixeira Lopes, entre outros...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
ONIK SAHAKIAN no MAC

De regresso ao MAC com a mostra Time for Wine and Roses, promete encantar aqueles que se demorarem sobre os seus sonhos metafísicos, inebriados pelo cheiro suave das rosas e pelos odores frutados dos vinhos portugueses... para ver no MAC_Av. Álvares Cabral, 58-60, em Lisboa.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
HILÁRIO TEIXEIRA LOPES
A Expressão de Sentimentos
de 3 a 27 de Maio/2011

Fazendo-nos parceiros da beleza que cria, cúmplices do seu mundo de fantasia, Mestre Hilário recria um clima próprio de sensibilidade rítmica, com a pureza e a mestria técnica de quem não só cria arte mas é ele próprio arte – arte de viver, de ver o mundo e de o transmitir como um guia do pensamento.
O gigantismo impera, passivos que estamos perante tal explosão cromática, e vogamos ao sabor do traço expansivo, das cascatas insinuadas, dos rios de matéria espessa que descemos e subimos por sucessivas ramificações e afluentes infinitos, no sentido contemplativo da experiência artística.
Na sua incessante faina de criador, sem esmiuçar detalhes, recria sonhos e descreve mundos, registando as imagens inesquecíveis que um dia julgámos adivinhar por entre as nuvens do céu azul de verão.
Alquimista da cor, aprendeu a decompor a realidade em sensações, que traduzidas plasticamente com grande qualidade estética, nos dão a palavra-chave necessária para descodificar o caminho inverso até à realidade de cada um de nós.
E porque a ARTE é sempre uma forma de expressão relacionada com cada temperamento, eis porque as obras de Mestre Hilário são afinal documentos sinceros do seu mundo sensível e da sua personalidade, onde todos nos conseguimos rever e encontrar. E aqui reside o maior dos seus triunfos.
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