Créditos

Direcção,Organização,Redacção: Álvaro Lobato de Faria

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Exposição de Teresa Mendonça_ Curadoria em Aljustrel


curadoria de Álvaro Lobato de Faria
director coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea
em parceria com as Oficinas de Formação de Animação Cultural
da C.M. de Aljustrel


  • Quem olha as áreas perdidas dos espaços esquecidos, no, figurar das formas e das cores, nos equilíbrios procurados, nas ondas de luz estruturadas entre limites configurados, na experiência lúdica de encontros furtivos entre complementares que se escoam em pinceladas firmes até atingir o fim de si próprias, encontra a pintura de Teresa Mendonça.
    Pintora de memórias estruturadas entre atlânticas visualizações paisagísticas e o reticulado urbanos das grandes metrópoles, o intimismo antigo dos espaços musicados onde as melodias se escoam e ecoam em telas de tons surdos onde uma ou outra estridência nos apela para o mundo onde a luz se encontra…

    Pintora de memórias estruturadas apela entre atlânticas visualizações paisagísticas e o reticulado urbanos das grandes metrópoles.
    Em algumas telas encontramo-nos perante o intimismo dos antigos espaços musicados onde as melodias se escoam e ecoam em planos de tons surdos onde uma ou outra estridência nos chama para o mundo onde a luz se encontra, ou encontramo-nos ainda nas sombras de uma casa, onde o fazer é o passar dos dias na nostalgia precisa de uma infância longínqua

    Noutras telas, e, num jogo plástico em que a forma é imposta pela incidência da cor, estaríamos perante a pintura de um eventual ”fauve”, ou, ainda de um suposto “orfista”.
    Não há um cinetismo na presença da cor. Há, sim, uma procura de equilíbrio dinâmico e estruturado através de formas intercincundantes, até que o “movimento” se pára por si, em vectores propostos entre a tela e o espectador.
    Não há distanciamento na forma, não há distanciamento na cor. Nem “crises de repetitividade”.
    O ”ser total” surge do afecto inter cromático que se nos impõe como objecto procurado na sua intencionalidade de fazer parte do nosso universo de prazeres visuais, que encontraríamos fortuitamente num campo aberto de papoilas ou num mar suposto de Iemanjá.
    Estamos, assim, perante uma pintura que advém de um contacto permanente, afectivo e efectivo com a plasticidade e a memória das coisas e do mundo. Com o Homem e os seus Fazeres…

    Lisboa, 2008
    Maria João Franco
    Pintora
    Directora redactora de Casamarela5b & ARTS (jornal on-line)
    in www.movartecontemporanea.blogspot.com

    TERESA MENDONÇA
    Maria Teresa Castro Soromenho Mendonça, nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, em 1948.Pintora autodidacta.Tendo mostrado desde sempre vivo interesse pelas Artes Plásticas,enveredou pela pintura, referenciando-se na obra de Hilário Teixeira Lopes, da qual sofre forte influência, desenvolvendo assim a sua investigação pictórica.

    Colaborou com Sílvia Chicó na realização de uma série de programas para a RTP ”Passeio pela Arte” produzido pela produtora Artemis para integração da Criança no universo das Artes.
    Desde 1996, tem vindo, a participar em dezenas de exposições no país e no estrangeiro, com incidência nos países lusófonos, nomeadamente no Brasil, Cabo Verde e Guiné Bissau, em colaboração com diversos Municípios, Embaixadas e Entidades, das quais se destacam a Sociedade da Língua Portuguesa, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal, na cidade da Praia em Cabo Verde, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal na Guiné Bissau , na inauguração da Reitoria do Instituto Politécnico de Lisboa e em várias Câmaras Municipais do Continente e Ilhas .

    Em 2007, a convite da C.M.de Ponta Delgada expõe “esta cor de memórias feita” no Centro Cultural de Ponta Delgada em colaboração com o MAC-Movimento Arte Contemporânea.

    Expôs em 2009 na Galeria Pepper's - Caldas da Rainha e na ARC galeria, em Faro.
    Participa em 2010 na IV Bienal de Poesia de Silves como artista pástica convidada.
    Representada em diversas colecções nacionais e estrangeiras, viu , uma vez mais o seu mérito reconhecido com a atribuição do Prémio MAC - Revelação 2007 Pintura (troféu executado pelo prof. esc. João Duarte ) pelo conjunto de obras apresentadas por aquela galeria ao longo do ano de 2007.
    Vive e trabalha na Herdade da Aroeira.


    Pintura de Teresa Mendonça
  • por Margarida Neves Pereira in Açoreano Oriental

    A Arte é sempre a penetração da nova realidade, a retirada das cortinas do mundo visual e a reflexão do espaço misterioso. Não há Arte sem mistério.
    Mas Teresa Mendonça não está de forma alguma ocupada com um estudo da natureza e muito menos tenta dar uma impressão óptica de uma paisagem concreta.
    “Absorver-me no espaço natural” diz a artista, “ajuda-me a encontrar um espaço metafísico e alternativo”.
    Ao fazer isto, o olhar sensível da artista escolhe de entre a vasta multiplicidade de linha e cores existentes, unicamente aqueles motivos orientadores que a atraem pela sua novidade e lhe suscitam vagas e excitantes associações.
    A cor densa da têmpera, enquanto material que veicula a cor, parece emanar, algures de dentro, abrindo caminho através da superfície abstracta da tela branca e exigindo uma estética das relações cromáticas completamente diferentes, provocando na artista, audaciosas improvisações e fortes impulsos no seu trabalho de concentração, frente ao cavalete no seu atelier, fazendo-a elaborar obras autónomas de grande expressividade e forte intensidade criadora.
    O mundo da cor vai assim ganhando forma, coincidindo com o
    universo artístico de Teresa Mendonça. Nele as formas do micro e do macro-mundo flúem incessantemente em conjunto e coexistem com os elementos de diferentes dimensões, volumes e planos, nas mais diversas configurações.
    Uma tal composição capta inevitavelmente uma parte acidental do infinito.
    De um modo semelhante a uma membrana celular, os seus trabalhos permitem-lhe levar a cabo, uma espécie de troca energética com o mundo externo.
    Todas as obras deste seu ciclo, são variações do mesmo motivo paisagístico.
    O cenário de tal tarefa está ligado a uma tentativa de encontrar todas as soluções possíveis para pintar uma única ideia textual através do enriquecimento da gama de associações com ecos do passado e do presente.
    Nestes seus quadros o elemento de abstracção é claramente intensificado.
    Teresa Mendonça, alcança os mais variados e inesperados efeitos utilizando um arsenal de meios pictóricos.
    Por vezes a artista domina a massa de cores; outras vezes, é ela quem se submete à sua fúria tempestuosa.
    A multiplicidade dos modos como Teresa Mendonça concebe os seus quadros, oferece-nos o testemunho da luta da artista com a tela.
    Uma reincarnação mágica, parece ter lugar mesmo perante os olhos dos espectadores.
    É desta capacidade de sofrer fantásticas transformações, que a massa de cores está dotada, na sua subordinação à vontade duma criadora que se chama Teresa Mendonça e cujas obras são particularmente atraentes e inimitáveis.

sábado, 14 de agosto de 2010

Mestre Figueiredo Sobral _despedida de Amigo


Na despedida de Figueiredo Sobral


Deixa-nos um Homem, cuja grande sensibilidade, sentido estético e poético o elevaram ao patamar dos Mestres.
Da sua obra ressaltam os sonhos dos Poetas, perpassam anjos de formas barrocas, aludindo
toda a sensualidade do seu Ser .
Dos seres, cujas saudades pressentiamos já nestes últimos tempos,
espelhados nuns olhos de criança,
agarrando os sonhos e os seres aludidos nas suas esculturas e pinturas.
Nestes anos, FIGUEIREDO SOBRAL encontrou sempre na sua companheira ,ELSA RODRIGUES DOS SANTOS, a coluna vertebral da sua vida.
Inseparável e vigilante, esta MULHER foi o PILAR REAL do Mestre,
do pintor cujos olhos espelhavam já o fulgor das estrelas a que se iria juntar.
Fica-nos a saudade e o carinho.
A Amizade e o Amor.
Saibamos assim seguir-lhe o CAMINHO.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

16º aniversário MAC'2010


16 Anos passados, continuamos apostados na conquista de novas parcerias, reforçando as já estabelecidas, e alargando a nossa área de trabalho e desempenho, recriando a nossa equipa de forma a estabelecer parâmetros que possam responder a quaisquer desafios no campo dos projectos nacionais e internacionais em curso.


O nosso projecto de trabalho desenvolve-se, igualmente, no sentido de divulgar os diversos valores que se situam no campo da linguagem universal das artes, acolhendo nos nossos espaços as várias formas de expressão dos artistas que nos seus modos vários de apresentação e solução plásticas nos deixam ver para lá dos mundos constantes e rotineiros que rodeiam o nosso quotidiano, permitindo-nos penetrar nos seus universos íntimos, conectando-nos assim a outras realidades e formas de expressão.


Apelando à continuidade da união entre os artistas, vector fundamental para o bom funcionamento e divulgação de todo o esforçado trabalho que o MAC tem vindo a desenvolver, regozijamo-nos com a convicção de termos vindo a cumprir os nossos objectivos, e com o facto de termos conseguido para o MAC e para aqueles que connosco trabalham o lugar de destaque que hoje têm no panorama das artes plásticas.


Nesta exposição em que comemoramos o 16º aniversário do MAC, serão atribuídos os MAC’2010 aos artistas que nos vários níveis e escalões, mais se destacaram no MAC durante 2009/2010, bem como aos órgãos de comunicação e divulgação, instituições e personalidades, individuais ou colectivas, que mais nos apoiaramde trabalho e se têm rejubilado com esta nossa caminhada, deixamos o convite para durante este mesmo período.

A todos os que connosco têm acompanhado, interiorizando estes projectos que se juntem, uma vez mais à nossa festa, a festa da arte!
Dedicamo-vos, sempre, estes eventos com toda a amizade.


Álvaro Lobato de Faria
Director coordenador


Prémios MAC`2010 _ IMPRENSA

Agradavelmente, ao longo dos anos, o MAC tem vindo a ser acarinhado por instituições culturais e meios de comunicação diversos, proporcionando-nos o estabelecimento de contactos e de parceiros sempre bem vindos.

Estimulando estas parcerias e estando atentos ao reconhecimento e divulgação que tais parceiros têm para connosco e para com os artistas que connosco trabalham, reconhecemos anualmente aqueles que de forma continuada promovem e divulgam o trabalho que desenvolvemos.


CARTAZ DAS ARTES

Nos últimos anos têm vindo a surgir nas televisões, pública e privadas, diversos suportes de informação cultural, aos quais se deve uma boa parte de criação e enraizamento de hábitos culturais tradicionais e a sua articulação com práticas e referências actuais.
Ano após ano, o MAC tem-se debruçado na análise dos conteúdos apresentados e manifestado o seu reconhecimento e agradecimento pela estreita colaboração que diversos órgãos de comunicação social têm vindo a desenvolver com a Cultura Portuguesa.
Este ano, pelas acções desenvolvidas no período compreendido entre Julho de 2009 e Março de 2010, deliberámos atribuir a

ANTÓNIO LOPES DA SILVA,
produtor e realizador do
programa “Cartaz das Artes”,
o MAC`2010 Realizador Programa Cultural Televisão;
__
a FILIPA FARIA,

o MAC`2010 Jornalismo Cultural Televisão;

___
a JOÃO PAULO SACADURA,

o MAC`2010 Jornalista/Apresentador


e por fim, chamo toda a equipa a receber o MAC`2010 Programa Cultural Televisão, que, pelo 6º ano consecutivo, é entregue ao “CARTAZ DAS ARTES”, programa que tão brilhantemente realizam, ressaltando ainda o papel de toda a equipa de imagem que vos assiste.

Filipa Faria,António Lopes da Silva,Carla Mendes e João Paulo Sacadura


_______________________________


MAC`2010 Imprensa _ NIRAM ART MAGAZINE

Apostando num projecto de informação cultural como contributo para a divulgação, incremento e consciencialização dos públicos para a diversidade dos diálogos artísticos, a Niram Art Magazine tem vindo a destacar-se da restante imprensa escrita nacional e internacional, investindo em diversas frentes de combate cultural e provando estar em constante evolução e sintonia com os públicos e produtores culturais de hoje.
É com grande satisfação que sentimos o reconhecimento do nosso trabalho num espaço de divulgação tão nobre como é a Niram Art Magazine pelo que, uma vez mais a distinguimos com o Prémio MAC`2010 Imprensa,
chamando a receber,

o seu fundador e o seu Director,
ROMEO NIRAM e FABIANNI BELEMUSKI.





MAC`2010 Divulgação Cultural _ EVA DEFESES/DEFESES FINE ARTS RP AGENCY

Fazendo a ponte entre as Artes Ibéricas e o resto da Europa, destacamos também a competência do trabalho desenvolvido por uma dinamizadora invulgar que ao longo dos últimos anos tem protagonizado e proporcionado, através de diversas parcerias, momentos de cultura de excelência.
Pelo profissionalismo incansável com que tem desempenhado as diversas funções que exerce, nomeadamente na Defeses Fine Arts RP Agency, EVA DEFESES é distinguida com o Prémio MAC`2010 Divulgação Cultural.
(recebe, em representação de Eva Defeses, HECTOR MARTÍN SANZ)


Hector Martin Sanz


Prémios MAC`2010 _ IMPRENSA / INSTITUIÇÕES

Pelo segundo ano consecutivo voltamos a atribuir as distinções de Colaboração, Divulgação e Parceria Cultural a um grupo de personalidades que, de forma individual ou colectiva, tem trabalhado no sentido de conferir um maior reconhecimento público ao MAC e aos seus artistas.

Desta forma, chamamos a receber a distinção MAC`2010 Colaboração Cultural:

A Jornalista DINA AGUIAR e o Programa PORTUGAL EM DIRECTO;
A jornalista CARLA MENDES



A fotógrafa ROSA REIS

e o pintor PAULO CANILHAS

A todos, o nosso agradecimento pelo quanto nos têm auxiliado na concretização dos nossos objectivos.

Paralelamente, o nosso reconhecimento é devido a todo um trabalho de dinamização cultural que tem sido realizado e incrementado com especial relevância em Espanha, pelo que atribuímos as distinções MAC`2010 Divulgação Cultural a

ROMEO NIRAM / ESPACIO NIRAM ART

HECTOR MARTÍN SANZ / REVISTA MADRID EN MARCO

MARTÍN CID / YAREAH MAGAZINE

ISABEL DEL RIO / YAREAH MAGAZINE
E, finalmente, assinalamos simbolicamente os projectos que pontualmente realizamos em conjunto com parceiros diversos, através das distinções MAC`2010 Parceria Cultural. E são eles…

COLÉGIO MILITAR

Também pela acção desenvolvida ao serviço do Colégio Militar,



com os alunos do C.Militar
o Coronel Paulo Caetano


a PROFESSORA PINTORA ANA TRISTANY


Paulo Dias

LIGA DOS COMBATENTES
General Chito Rodrigues



e CÂMARA MUNICIPAL DE ALJUSTREL,
através do trabalho desenvolvido pelas
OFICINAS DE FORMAÇÃO E ANIMAÇÃO CULTURAL




MAC`2010 Colaboração e Divulgação Cultural
MARIA JOÃO FRANCO


_Merece-nos especial destaque o MAC`2010 Colaboração e Divulgação Cultural, atribuído, este ano, a uma personalidade multifacetada, que alia às inúmeras funções que desempenha enquanto pintora, poeta, crítica e ensaísta, uma disponibilidade incansável para nos auxiliar em inúmeras tarefas de divulgação e promoção cultural: MARIA JOÃO FRANCO.


Prémios MAC`2010

ARTISTAS

Ano após ano, temos vindo a prestar homenagem a todos os artistas que abraçaram a nossa causa e defenderam os nossos valores, prestigiando-nos com a sua obra.
Dos mais conceituados aos jovens emergentes, muitos foram já os nomes que por aqui passaram, expressando-se em múltiplas áreas da criatividade e assumindo um compromisso de qualidade com os públicos diversos.
A nossa aposta no futuro mantém-se, pelo que, estamos constantemente atentos ao que se passa na cena artística contemporânea, procurando captar novos valores, incentivando-os a desbravar caminho rumo ao sucesso.


MAC`2010 Revelação

Neste sentido, o trabalho que o MAC este ano distingue com o Prémio Revelação é um trabalho de relevo, na verdadeira acepção da palavra, que se traduz num jogo de luz e sombra, oscilando entre os territórios da pintura e da escultura, mas assumindo-se enquanto Instalação.
Para receber o Prémio MAC`2010 Revelação, chamamos o pintor PAULO CANILHAS.




MAC`2010 Hilário Teixeira Lopes _ MARIA JOÃO FRANCO
Destinado a distinguir o artista cuja obra se insira num campo de intervenções exemplares, ao nível da qualidade e inovação, destacando-se pela excelência da criação artística, o Prémio MAC`Hilário Teixeira Lopes já se tornou familiar e muito ambicionado nesta festa.
Este ano, todos os artistas que expuseram individualmente no MAC estiveram sujeitos à avaliação do Mestre, mas só um pôde alcançar tão nobre distinção. Passamos então a palavra ao Mestre Hilário Teixeira Lopes que irá proceder à entrega do Prémio homónimo:




MAC`2010 Prestígio
Contar o nosso percurso passa por reconhecer o mérito daqueles que se envolveram no nosso projecto desde o início e colaboraram em objectivos comuns.
Uma vez mais, este ano, distinguimos de entre todos os artistas que connosco têm colaborado aquele que, de forma unânime se tem afirmado como uma figura de destaque, dentro e fora do MAC, reconhecido pelo público e pelos seus pares. O Prémio MAC`2010 Prestígio é, este ano, entregue a RICARDO PAULA.




MAC`2010 Escultura

O próximo prémio, mais que o reconhecimento de uma obra e do seu autor, é um prémio de boas-vindas.
Distingue uma categoria que nos é muito querida, mas que raramente temos oportunidade de expor, pela falta de qualidade que consideramos necessária para honrar o ofício.
Agradavelmente, este ano o MAC abriu as portas a um projecto consistente e amadurecido, desenvolvido ao longo de 30 anos de carreira.
Podemos trabalhar com poucos, mas trabalhamos com os melhores. E é a esta plêiade de grandes nomes da escultura portuguesa que este ano se junta


SANTOS LOPES, Prémio MAC`2010 Escultura.




E já que falamos de escultura aproveito a ocasião para relembrar que este é de facto um prémio de um escultor para outro escultor.
Os prémios MAC`2010 são peças da autoria do Professor Escultor João Duarte, um dos nomes portugueses mais reconhecidos a nível nacional e internacional nos campos da medalha, moeda e troféu.

Escultor João Duarte


O MAC orgulha-se de poder privar com a sua criatividade e mestria e todos quantos lhe conhecem a personalidade sui generis, reconhecem-lhe também a generosidade e humildade que só os grandes nomes mantêm.
João Duarte acaba de receber mais uma justa distinção, vendo reconhecida mundialmente a sua acção pedagógica e a sua responsabilidade na formação das novas gerações de escultores e medalhistas portugueses, com a Medalha de Mérito pelos serviços prestados ao ensino artístico em Portugal, no 31º Congresso Mundial da FIDEM.

MAC`2010 Carreira

Com um modo muito peculiar de operar no campo plástico, distinguimos uma extraordinária capacidade de apelo à consciência emocional, criada através de um mundo de expressão, movimento e visualidade, onde as linguagens se encontram num fazer acidental de formas e figuras que parecem surgir do acaso.
Por diversas vezes, confirmado o talento e a alta qualidade da obra apresentada recorrentemente no MAC, eis o motivo pelo qual nos sentimos compensados ao atribuir o Prémio MAC`2010 Carreira a Fernando d`F. Pereira.




A par de uma notável actividade pedagógica, que lhe conferiu o reconhecimento de todos quantos tiveram o privilégio de com ela privar, coexiste a pintora, igualmente notável, empenhada na busca de uma expressão plástica, receptiva ao grande e pequeno mundo que a rodeia.
Este prémio não é apenas uma homenagem. Alicerça-se no reconhecimento que o MAC faz àqueles que têm vindo a estabelecer o seu percurso em plena harmonia com os valores de excelência que defendemos, em ex aequo,

o Prémio MAC`2010 Carreira é também atribuído a

MATILDE MARÇAL


MAC`2010 Honorário
Ao longo dos anos, o MAC tem aberto as suas portas a um conjunto de artistas que pelo mérito do seu trabalho nos tem ajudado a alcançar o reconhecimento público da qualidade que imprimimos às nossas actividades.
A estes artistas, personalidades de relevo na Arte Portuguesa, o MAC procura retribuir conferindo-lhes um lugar cimeiro dentro do espaço de acção que protagonizamos.
Este ano, reconhecendo o carácter de excepção da obra, damos especial destaque ao artista e ao modo singular como desenvolve o seu percurso, valorizando a ética, o rigor e o profissionalismo no seu desempenho.
Reconhecemos-lhe a capacidade de indagação plástica, cromática e formal, mas indagação humana também, a marca que mais o distingue de tantos outros artistas que embrenhados no mundo dos outros se alheiam dos seus próprios mundos, íntimos e pessoais.
Chamamos a receber o Prémio MAC`2010 Honorário, o pintor GIL TEIXEIRA LOPES.





Prémio MAC`2010 Pintura

Ensinou-nos que, estar perante uma tela é estar diante de um mundo muito próprio em que a obra se oferece ao fruidor num espectáculo encenado por cor e forma. Mas não nos podemos dirigir a ela de forma imediata, ultrapassando normas de cortesia…
Numa primeira fase, teremos de a olhar respeitosamente como se de uma alta individualidade se tratasse e esperar que ela se dirija a nós. Depois, podemos ver reflectidas expressões em perfeita simbiose com algo do quotidiano da nossa época, e então, mais familiarizados, aproximamo-nos à vontade, tomando a liberdade de falar com ela.
Singular na personalidade e na generosidade para com aqueles que procuraram o seu talento, é, no fundo, um contador de histórias, o mestre dos mestres. No ano em que se comemoram os seus 66 anos de Carreira, merecidamente distinguimos com o


Prémio MAC`2010 Pintura, Mestre HILÁRIO TEIXEIRA LOPES


Esta exposição comemorativa do 16º aniversário do MAC pode ser visitada até 30 de Setembro,encontrando-se os Espaços'MAC encerrados para férias de 1 a 31 de Agosto.



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horário:

segunda a sexta das 13h às 20h ,sábado das 15h às 19h

domingo,por marcação tm 96 267 05 32

ver mais em www.movimentoartecontemporanea.com


contactos:

Rua do Sol ao Rato,9C , Lisboa
tel 21 385 07 89

Av. Álvares Cabral ,58/60,Lisboa
tel 21 386 72 15

tm 96 267 05 32

terça-feira, 29 de junho de 2010

Revista Madrid en Marco: Entrevista a Álvaro Lobato de Faria (MAC, Lisboa)


http://www.madridenmarco.webege.com/documents/enmarco.php?title=entrevista-con-d.-alvaro-lobato-de-faria%2C-fundador-movimento-arte-contempor%E2nea&entry_id=1277117999


Madrid en Marco: En primer lugar, quisiera agradecerle el tiempo que nos dedica y su dedicación al mundo del arte y la cultura. La primera pregunta que quisiera hacerle es obvia y obligada, ¿cuáles son los objetivos y principios que guían la creación del MAC?


Álvaro Lobato de Faria:
Enquanto espaço de encontro e de diálogo entre os diversos sectores institucionais e culturais, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar, o MAC tem-se esforçado por ser o elo de ligação entre aqueles cujos caminhos normalmente não se cruzam – emergentes e consagrados, produtores e coleccionadores, sector público e privado – transmitindo uma noção de cultura sem fronteiras disciplinares ou geográficas, apostando com especial relevância, na via da Lusofonia.
Face ao contexto de globalização mundial em que o MAC foi fundado, o tema do diálogo intercultural adquiriu especial ênfase nos nossos objectivos principais, desempenhando um papel fundamental na prossecução das nossas actividades de contribuição para o desenvolvimento humano, reconhecendo e conservando a diversidade e promovendo simultaneamente o pluralismo, a autonomia e a participação na sociedade do conhecimento.
Grande parte da nossa missão é dedicada à defesa do património cultural português, material e imaterial, à divulgação do papel desempenhado pela cultura portuguesa no mundo e à actualização das suas relações com outras culturas. Todo este trabalho é feito através de exposições, publicações, cursos de formação, viagens de estudo, colóquios e conferências, bem como pela organização de ateliers infantis, acções de formação para jovens em idade escolar e professores, promovendo visitas guiadas a diversos espaços culturais que não só os espaços afectos ao MAC, abrangendo as mais diversas áreas, alargando a nossa missão à prestação de serviços a diversas instituições, autarquias e organismos públicos e privados, nomeadamente nas áreas da consultadoria e comissariado artísticos.
Não tenhamos contudo duvidas de que a arte, o seu culto e conhecimento são considerados como que dirigidos a uma elite sócio cultural. (com seus ritos e mitos)
É evidente que as diversas formas de arte têm os seus patamares de entendimento “ devidamente “ distanciados”.
Convenhamos que a própria estrutura das sociedades, mesmo as mais arcaicas assim o infere.

Senão, vejamos a nível da actividade pictórica, a imagem torna-se tanto mais apelativa, quanto mais simples ou simplista.
Uma imagem que evidencia algo é mais rapidamente aceite e ,na simples aparência mais “artística” tal como uma pintura que use só as cores primárias.
(Claro que aqui estamos a exceder o limite.
Casos há na história da arte em que estas coordenadas são os parâmetros pelos quais a obra se rege, e esses são estudados e fundamentados aprioristicamente e são a própria matéria teórica e estética da obra.)
O problema do entendimento e do apelo da Arte não pode assentar aqui a sua tónica, por isso temos vindo a alargar a nossa missão à prestação de serviços a diversas instituições, autarquias e organismos públicos e privados, nomeadamente nas áreas da consultadoria e comissariado artísticos por ser pelo conhecimento e pela aprendizagem da observação das obras e seu enquadramento nas épocas históricas em que foram realizadas e aceites como obras de arte e porquê.
Assim, como já referimos, o MAC tem tido a preocupação de se deslocar inclusivamente aos municípios e escolas com os seus artistas procurando através da organização de “mesas redondas” o contacto directo com a população jovem.
Aliás esta acção faz parte do nosso projecto de sempre.
Este acompanhamento cultural deveria estar na base das preocupações de quem se ocupa institucionalmente das estruturas do ensino, propondo às escolas as visitas devidamente acompanhadas a museus e galerias, convidando os artistas a explicar os seus projectos nas escolas.
Enfim, criando uma série de actividades culturais que só podiam ir em favor de uma sociedade mais lúcida e mais esclarecida.


MM: Son tiempos extraños para el arte. La gente lo ve como objeto de lujo, intelectual, de comercio o incluso como excusa de un tipo de turismo. En muchos casos, las personas se sienten muy alejadas del mundo artístico, hasta del arte antiguo y clásico, porque no saben cómo valorarlo. Son capaces de visitar el Museo del Prado, la National Gallery, el Louvre etc., en una sola mañana, sin apenas detenerse, sólo echando ojeadas. Es evidente la carencia de educación artística. ¿Cuál es la perspectiva y las propuestas de MAC sobre esta cuestión?




ALF:
Quando ainda estava a estudar, era difícil entrar numa galeria. Viam que éramos estudantes e, ou não nos deixavam entrar, ou nós tínhamos medo de entrar pela forma como olhavam para nós.
O curioso é que o panorama se mantém e isso para além de uma falha grave na educação dos públicos, afasta-os dos espaços de divulgação e acção cultural e artística.
Assim, quando há 16 anos fundei o Movimento Arte Contemporânea, procurei essencialmente fazer um investimento no aspecto pedagógico, com um papel muito activo na promoção e divulgação das artes plásticas, tanto a nível nacional como internacional.
O MAC - Movimento Arte Contemporânea, ainda jovem instituição, sentiu a necessidade de proceder a uma reestruturação da orgânica cultural da cidade, respondendo com crescente eficácia e eficiência pedagógicas perante os públicos, em detrimento da componente comercial que à partida o caracterizava, para isso contando com o apoio de diversos parceiros, designadamente na salvaguarda e valorização de nomes e referências incontestáveis da cena artística portuguesa, no incentivo à criação e à divulgação culturais, na aposta pela educação e sensibilidade artísticas, promovendo a qualidade, permitindo sustentar uma alteração no acesso dos cidadãos à cultura e à formação do gosto.
Costumo dizer que “obrigo” turmas, desde a instrução primária até à Faculdade, a visitarem o MAC. Os professores de Belas-Artes costumam dar aulas nos nossos espaços, onde os alunos podem interagir com os artistas.
Com a conquista de mais público para a cultura, a criação e enraizamento de hábitos culturais tradicionais e contemporâneos e a sua articulação com práticas e referências de outros lugares, o MAC assume-se hoje como veículo para o reconhecimento de um direito fundamental que consagra a democratização da cultura e o direito ao acesso e fruição dos bens culturais.


MM: ¿Podríamos decir que uno de los fundamentos de MAC es “sólo hay arte por y para los demás”? La frase, por cierto, es de Jean-Paul Sartre.


ALF:
Sim, de facto só faz sentido o nosso trabalho ,na medida em que encontramos , com os contributos dos artistas, das obras, do público e de toda a divulgação que nos é prestada, é possível ao MAC desenvolver o projecto que nos propusemos
O feedback que o MAC sente diariamente é o de um público sempre interessado e interveniente.
Isto porque para haver esse sentido de inserção no plano do entendimento das obras, temos que contar sempre com o binómio arte-espectador . O autismo ou o desligamento da sociedade ,mesmo que nos sintamos paralelos, não leva nenhum projecto por diante.
Como diz Sartre , não há arte sem os outros .
Isto porque a arte é uma forma de linguagem que exige diálogo, comunicação , aprendizagem, conhecimento.
A sua universalidade também exige da parte dos interventores uma postura aberta e positiva em relação à apreensão das formas culturais.
É o público que diariamente nos afirma que a arte não é apenas necessária mas profundamente indispensável para um diálogo mais enriquecedor.
Neste sentido, assumimo-nos como uma galeria viva, verdadeiramente, um espaço cultural.
De facto, assumo perfeitamente a linha de pensamento que encara que a arte para ser reconhecida como tal, precisa de ser vista, sentida, e quanto mais cedo e quanto maior o número de pessoas melhor.


MM: MAC cuenta ahora mismo con una amplia nómina de artistas expuestos y de colección, reflejo del tiempo que lleva trabajando. ¿Cómo selecciona o qué criterios sigue MAC para abrir sus puertas a cuantos más artistas mejor?


ALF:
Quando o MAC abre as suas portas a novos talentos, não se fechando hermeticamente nos valores seguros e já reconhecidos por outrem, procura essencialmente afirmar outros e novos valores com os quais o público se identifique.
Procuramos, essencialmente, trabalhar com artistas em que reconheçamos o espírito “MAC”, de honestidade e generosidade no trabalho, de dádiva ao público num ambiente agradável, disponível a encontros e comunicações descontraídas.
Claro que nem todos os artistas são pessoas simpáticas ou gostam de colaborar com o espírito regente, mas a grande maioria adere ao nosso espírito aberto.
Estes são os critérios que nos movem, aliados à qualidade técnica e estética das obras propostas.


MM: “Contemporáneo” es un adjetivo controvertido. Es común entenderlo referido a una reacción contra lo clásico e histórico, aunque su sentido más correcto apela simplemente a “lo actual”, al arte que nos acompaña en el momento presente, siga o rompa las líneas clásicas. ¿En qué sentido, los que menciono u otros, cabe entender “contemporáneo” en MAC?


ALF:
O termo “Contemporâneo” é para nós uma audácia proveniente de quem avalia com legitimidade, mas também generosidade, a produção artística.
Dizer “contemporâneo” é falar dos artistas que com o seu génio criador dão vida a novos mundos, permitindo a cada um de nós o contacto com novas experiências e com outras realidades que de nenhuma outra forma conheceríamos.
Tendo a perfeita consciência da fragilidade dos critérios de avaliação que a Arte reflecte actualmente, as nossas preocupações, mais do que definir o que é ou não é “contemporâneo”, passam pela necessidade de incentivar e reconhecer o valor das obras e dos seus criadores à margem de categorias convencionadas.


MM: En varias ocasiones, bien personalmente, bien a través de esta revista, me he fijado en algunos artistas relacionados con MAC. Pienso, por ejemplo, en Alberto Cedrón, Alfred Opitz, en Ricardo de Paula, en Hilario Teixeira Lopes, Paulo Canilhas, o en dos amigo común, Romeo Niram y Bogdan Ater. ¿Es posible, a riesgo de ser injustos, establecer una primera línea de artistas, más representativos del MAC? ¿Quizás los más veteranos?


ALF:
Claro que sim. De uma maneira geral, a primeira linha de artistas MAC é constituída por todos os artistas MAC.
Todavia, existe um núcleo duro, constituído por aqueles que há mais anos trabalham directamente connosco, que temos promovido e através dos quais nos temos promovido, e desse núcleo fazem parte nomes como Hilário Teixeira
Lopes, a trabalhar em exclusivo connosco desde 1994, Figueiredo Sobral, Artur Bual, Martins Correia, Mário Cesariny, Alberto Cedrón, Rogério Amaral, João Duarte, Luísa Nogueira ou Ricardo Paula, todos nomes consagrados nacional e internacionalmente, aos quais se têm vindo a juntar outros nomes da cena artística portuguesa como Maria João Franco, Matilde Marçal, Gil Teixeira Lopes, entre outros, que têm reconhecido no MAC um espaço de divulgação cultural pró activo.
Este será o núcleo forte representativo da linha de acção do MAC, actualmente. Não podemos, contudo, esquecer-nos das nossas mais recentes apostas, das gerações mais novas que, de alguma forma, têm vindo a usufruir da experiência dos Mestres e a enriquecer o nosso projecto.


MM: En un artículo reciente acerca de usted y MAC, le califiqué como “filántropo mecenas del renacimiento contemporáneo luso”. ¿Se siente próximo a esta idea, le parece justa o exagerada? Personalmente, no me cabe duda que el compromiso que usted ha asumido es precisamente la que realizaron muchas familias nobles en el Renacimiento clásico.


ALF:
É curioso focar o aspecto da importância que o mecenato renascentista teve na promoção das Artes Plásticas. Mais curioso ainda é que só agora me dei conta dessa minha vertente.
A ideia de criar o MAC surgiu quando ainda trabalhava na banca, desempenhando já funções relacionadas com a escolha de obras de arte diversas para a colecção da instituição que representava. Na altura, a mãe de um pintor pediu-me que “olhasse os trabalhos do filho”. Ao ver os mesmos e ao aperceber-me da sua qualidade, resolvi alugar um segundo andar na Av. Almirante Reis e organizar uma exposição que acabaria por ser um enorme sucesso.
O nome Movimento Arte Contemporânea nasce, exactamente, a partir do nome de um quadro dessa primeira exposição, que se chamava “Movimento”.
Mais que um nome, Movimento Arte Contemporânea, é um conceito que defendo e que rege a minha conduta perante os artistas.
Divulgar as Artes é para mim uma tarefa de grande relevo, uma missão de cidadania, de dimensão universal, que valoriza quem a promove, quem é promovido, mas também quem com ela priva, esteja onde estiver, neste planeta que é o nosso mundo.
Esta é a missão de quem se dedica a divulgar a arte. Esta é a minha missão e encaro-a como consequência das opções que fiz. Seria pretensioso da minha parte assumir-me como “filántropo mecenas del renacimiento contemporáneo luso”, no entanto, o papel que recuso com convicção é poder ser inserido na horda dos comerciantes que trocam e confundem arte com qualquer outro objecto produzido ou cultivado pelo ser humano.

MM: Mucho se ha debatido acerca de si es posible la existencia de un “arte nacional”, al caso portugués, o si todo arte es por esencia universal. En mi opinión, tan cierto es que cada nacionalidad siente o se expresa de formas muy diversas, como que los artistas de cualquier nacionalidad se comprenden sin problemas entre ellos. ¿Ocurre así en MAC?


ALF:
Face ao contexto de globalização mundial em que o MAC foi fundado, o tema do diálogo intercultural adquiriu especial ênfase nos nossos objectivos principais, desempenhando um papel fundamental na prossecução das nossas actividades de contribuição para o desenvolvimento humano, reconhecendo e conservando a diversidade e promovendo simultaneamente o pluralismo, a autonomia e a participação na sociedade do conhecimento.
Desde a sua fundação, o MAC desenvolve projectos em parceria com congéneres de outros países lusófonos (Angola, Cabo Verde, Brasil, Guiné, etc.) acolhendo artistas oriundos destes países nos seus espaços, actividades e programação. A criação de uma agenda de cooperação europeia para a área da cultura (nomeadamente em parceria com agentes belgas, franceses, espanhóis, romenos, finlandeses, etc.) resultou, essencialmente, da clara assunção de que a política cultural europeia, a par da via lusófona, constituía um eixo fundamental na estratégia de desenvolvimento social e económico do continente.
Neste sentido, a promoção da cultura tem sido transversal a todos os domínios de intervenção do MAC e dos seus parceiros, uma vez que contribui em larga medida para a realização da nossa missão: preservar e respeitar as especificidades de cada cultura, agindo para que se respeitem entre si, pondo em prática mecanismos que permitam a sua interacção e maior conhecimento mútuo.


MM: Hay un prejuicio muy extendido, y en mi opinión muy equivocado, que separa las ciencias de las humanidades. Sin embargo, yo tengo ejemplos muy cercanos, familiares y profesionales, de matemáticos e ingenieros que leen, escriben o han tomado los pinceles y la paleta. Yo, como profesor de Lengua y Filosofía, me he encontrado a veces impartiendo clases de matemáticas. En su caso particular, ¿cómo un profesor de matemáticas termina proyectando y fundando el Movimiento de Arte Contemporáneo?


ALF:
Como refere, a minha área de formação é a das Matemáticas Puras, as quais leccionei durante cerca de 40 anos. Para as compreendermos temos de ter uma certa sensibilidade e também uma certa paciência. As Matemáticas têm uma certa “cruz às costas”, podem tornar-se muito monótonas e, enquanto me formava, apercebi-me de que ou se é um grande craque – um génio –, e a formação adquire-se com uma certa facilidade ou se dá em louco! Para que isso não acontecesse procurei, desde cedo, compensações.
A arte foi sempre uma paixão presente. Quando andava na faculdade, tornei-me um auto-didacta em relação às artes. Estava na faculdade e ao fim de semana, ia para museus, comprava o bilhete e era capaz de lá estar o dia inteiro, a olhar para os quadros e a tentar entender, perguntava aos guardas ou acompanhava aquelas visitas que por vezes se faziam nos museus. Naquela altura, para mim, a arte funcionava como um escape a um curso muito pesado.
A multiplicidade de funções que desempenhei, só foi possível graças às várias facetas da minha formação: a de matemático, com raciocínio rápido que aprecia inteiramente as certezas. A de professor, que procura dar sempre mais de si aos outros. E por último a de homem das Artes que vive intensa e apaixonadamente para que a cultura deixe de ser um bicho-de-sete-cabeças e seja acessível a todos e se junte pedagogicamente ao mundo em que vivemos.


MM: Siempre se comenta que iniciativas y proyectos o realidades como MAC son fundamentales en el mundo de hoy. Lo que nadie comenta son las facilidades o dificultades de estas iniciativas, proyectos o realidades. ¿Podría decirnos qué dificultades ha encontrado para desarrollar MAC?


ALF:
O MAC sofre do mal que afecta grande parte da cena artística portuguesa: deixou de se escrever sobre Arte e Cultura em Portugal. Deixou de se promover a Arte e a Cultura em Portugal de forma mediática.
O lugar da cultura foi praticamente todo tomado pelo Futebol, não se percebendo que deveriam existir tempos e espaços para todas as realidades que interessam e que, de algum modo, afectam a sociedade e os públicos diversos.
Desta forma, temos procurado criar mecanismos que chamem a atenção para produtores e produções artísticas.
Manifestado o interesse em ver criado um instrumento de protecção, valorização e reconhecimento por todos aqueles que produzem e promovem a cultura, o MAC decidiu criar um prémio anual para distinguir os exemplos mais notáveis de formas de expressão artística, reconhecendo não só a obra e o artista, mas igualmente, instituições e agentes que promovem a acção cultural, e todos quantos desenvolvem acções de protecção, divulgação ou mecenato. Instituídos pela primeira vez em 1997, os prémios MAC visam estreitar os laços entre os diversos agentes e práticas artísticas: representações, expressões, conhecimentos e aptidões – bem como os objectos e os espaços que lhes estão associados – instituições, imprensa, grupos ou indivíduos que ao longo do ano mais activamente participaram na produção, promoção e divulgação culturais, enriquecendo a cena artística nacional e internacional, pela salvaguarda do património cultural material e imaterial.
Todavia, este tem sido um caminho solitário, onde as barreiras são vencidas por etapas, procurando sensibilizar apoios cada vez mais escassos ou mesmo, inexistentes, para a causa cultural.


MM: Me consta que cuenta con un buen e indispensable equipo de compañeros como el Sr. Zeferino Silva o la Sra. Joana Gomes, entre otros. ¿Podría darnos unas palabras sobre quiénes forman MAC y el trabajo vital que realizan?


ALF:
A equipa MAC é uma equipa pequena, mas dinâmica, em que são desempenhados os seguintes cargos:
Director-Coordenador _ desempenhado por mim, cujas principais competências são:
• Elaborar, aprovar e alterar um eventual regulamento interno da Galeria;
• Representar a Galeria, activa e passivamente;
• Dirigir a Galeria, respeitando as deliberações propostas e aprovadas pelos restantes sócios e investidores;
• Dar cumprimentos às deliberações propostas e aprovadas pelos sócios e investidores;
• Proceder à gerência administrativa e financeira, zelando pela conservação e manutenção das instalações e outros bens afectos à Galeria ou postos à sua disposição;
• Exercer voto de qualidade;
• Deliberar sobre a admissão ou exclusão de artistas em colaboração com a Galeria;
• Delegar competências sempre que o entenda conveniente, nos termos legais;

São ainda competências minhas desenvolver os conhecimentos dentro da área específica das Artes Plásticas, nomeadamente apoiar as áreas de investigação afectas à Galeria – Artes Plásticas (Pintura, Escultura, Cerâmica, entre outras) – promovendo a divulgação desses conhecimentos através de publicações, conferências, exposições ou outros meios adequados; deliberar sobre as propostas de protocolos, acordos ou contratos de prestação de serviços entre a Galeria e entidades públicas ou privadas, colectivas ou singulares; e instituir e atribuir os prémios MAC (em conjunto com o restante Júri), assim como elaborar, alterar e aprovar os respectivos regulamentos.

Director _ desempenhado pelo Eng.º Zeferino Silva, cujas principais funções são:
Assegurar a gestão corrente dos assuntos que digam respeito à Galeria;
• Propor, discutir e deliberar sobre projectos de filiação, adesão ou associação com outros organismos;
• Apreciar e dar parecer sobre propostas de orçamento, planos e relatórios anuais de actividades;
• Propor, apreciar e dar parecer sobre propostas de protocolos, acordos ou contratos de colaboração entre a Galerias e entidades públicas ou privadas, colectivas ou singulares;
• Propor, apreciar e orientar as funções de gestão artística, que vão desde a programação anual das actividades, assessoria de imagem e assessoria de imprensa;
• Elaborar e apresentar à Direcção o plano e Relatórios Anual de Actividades;
• Assegurar a gestão dos meios humanos e materiais da Galeria, podendo, para esse efeito, propor a contratação de pessoal;
• Propor a admissão ou exclusão de artistas em colaboração com a Galeria;
• Coadjuvar o Director-Coordenador nas diversas actividades da Galeria;
• Substituir o Director-Coordenador nas suas faltas e impedimentos;

Directora-Adjunta do MAC _ Dra. Joana Paiva Gomes, com funções ao nível das Relações Externas – institucionais e empresariais, internacionais, imagem e relações públicas – nomeadamente:
• no estreitamento de contactos com fontes potenciais de financiamento ou mecenato, nacionais e estrangeiras;
• na melhoria e reforço da imagem do MAC;
• na generalização de uma dinâmica de cooperação internacional no âmbito da cooperação e mobilidade cultural;
• no reforço das áreas em que essa dinâmica já se verifica;
• e, finalmente, no contributo para o aumento da eficácia da organização e funcionamento internos, em consonância com os eixos de acção definidos para a concretização dos objectivos do MAC.

No sentido de coordenar e promover as diversas formas de relacionar o MAC com os diferentes públicos, a actividade da Directora-Adjunta estende-se, igualmente, à colaboração na organização de eventos promovidos pelo MAC, sendo responsável pela gestão e divulgação interna e externa da informação relativa a este espaço, bem como pela difusão junto dos “media” das actividades desenvolvidas.

Assistente de Direcção _ desempenhado pela Escultora Andreia Pereira, cujas principais funções são:
• Promoção e desenvolvimento das actividades da Galeria;
• Apoio técnico e funcional a projectos de investigação desenvolvidos pela Galeria;
• Organização e gestão de arquivo informatizado e manutenção documental de trabalhos de investigação realizados;
• Planeamento e afectação de actividades da Galeria às entidades responsáveis pela sua realização, bem como o acompanhamento logístico das tarefas a desempenhar;
• Realização de funções de relações públicas e courrier;
• Atendimento geral ao público;


MM: Y junto a todo este trabajo y equipo, es indudable que MAC cuenta con una fuerte presencia en Internet. La página Web del Movimiento de Arte Contemporáneo o los Blogs, el e-mail, ayudan a llegar a lugares insospechados, junto a las revistas que nos hacemos eco de las actividades y eventos, exposiciones etc. ¿Cuánta importancia tiene el uso, la publicidad y la rapidez informativa de Internet para MAC, sobre todo en el aspecto internacional?

ALF:
Move-me a convicção de que a Internet é hoje uma espécie de protótipo de novas formas de comportamento comunicativo que, quando bem aproveitada, se pode tornar um meio eficaz de disseminação cultural.
O facto de reunir num só meio diversas formas de expressão, tais como o texto, o som e a imagem, a par da rapidez da veiculação e da flexibilidade linguística, confere à tecnologia multimédia actual um lugar de destaque na nossa cultura.
Regra geral, podemos dizer que a Internet disponibilizou uma outra forma de experimentação ao nível das Artes Plásticas, bem como uma outra forma de chegar ao espectador-visitante e isto parece-me válido para todas as formas de arte ligadas ao plano das artes visuais, quer seja a pintura, a escultura, a ilustração, a fotografia ou o cinema.
A Internet proporciona um forte complemento a qualquer pessoa e em qualquer lugar do mundo, pela oportunidade de participar numa rede de comunicação onde pode expandir o seu conhecimento e curiosidade sem necessidade de partilha de um código linguístico específico.
Mas dadas estas vantagens, permita-me recordar dois pontos importantes: em primeiro lugar, ainda que a multimédia possa actuar como tecnologia auxiliar de democratização da Arte enquanto linguagem universal, não pode nunca substituir a experiência sensorial que se desenrola na presença física de uma obra-de-arte. Embora a rede Internet seja de facto uma fonte de conhecimento, não poderá fazer chegar ao internauta/fruidor a forma exterior da criação artística, no que respeita fundamentalmente à pintura e escultura (sublinhe-se os sentidos, a dimensão, a cor, a textura, o cheiro, o feeling in loco que uma obra transmite).
Assim, com o contacto único com a Internet teremos apenas uma realidade virtual que serve de facto os fins de mercado, mas não a fruição total da obra de arte, podendo-se criar um equivocado estatuto da Arte.


MM: Imagino que en la mente de todos ustedes, de todo MAC, está el crecer y extenderse internacionalmente, no sólo por Internet. Por ejemplo, pienso en los Premios MAC y las celebraciones de aniversario. ¿Internacionalizarse es un deseo de futuro de MAC o es ya es algo actual?

ALF:
Mais importante que o desejo de internacionalização, o trabalho do MAC – Movimento Arte Contemporânea, assenta num pressuposto essencial: descentralizar, de forma a garantir a todos o acesso a um vasto leque de realizações e iniciativas que o MAC promove directamente ou através de parcerias com as mais diversas instituições ou agentes culturais, nacionais e estrangeiros.
A criação dos Prémios MAC tem como ideia base distinguir artistas e colaboradores, jornalistas, imprensa ou instituições que por numa ou noutra vertente mais se distinguiram ou colaboraram de forma construtiva e eficaz com o MAC.
Claro que fizemos coincidir a atribuição dos prémios com o aniversário.
Festejamos o trabalho e o desenvolvimento de um projecto a que se vão aliando artistas , sectores da opinião pública e instituições.
Neste aspecto consideramo-nos todos os anos culturalmente mais ricos e prestigiados pela qualidade daqueles que a nós se têm vindo a juntar, dando corpo a um projecto que não tem parado de crescer desde a fundação do MAC.
Estou certo de que os artistas e a equipa MAC tem todo o conjunto de qualidades e a força necessária para ir além fronteiras como é nosso desígnio, através de novas parcerias ou mesmo individualmente como sempre o desejamos.


MM: Don Álvaro, en nombre de la Revista Madrid en Marco y de todos cuantos nos rodean o colaboran, le agradecemos su tiempo y simpatía, y aún más el trabajo que realiza a favor del arte contemporáneo. Le deseamos todo el éxito y mejor futuro a usted y a todos los que constituyen MAC Lisboa y esperamos poder estar de nuevo con usted a finales de este mes de junio. Muchas Gracias de nuevo.

ALF:
Em meu nome pessoal e em nome do MAC e de toda a sua equipa, agradeço-lhe toda a atenção que nos tem dedicado, tendo sido um enorme prazer poder colaborar consigo, ainda que de forma não presencial, esperando poder fazê-lo em breve. Muito obrigado.

terça-feira, 15 de junho de 2010

16º aniversário do MAC - Movimento Arte Contemporânea



O MAC - Movimento Arte Contemporânea
tem a honra de convidar V.Exa
para a inauguração da exposição colectiva de Artes Plásticas,
comemorativa do seu 16º aniversário,
a realizar no dia 30 de Junho de 2010, pelas 18.30h,
na Avenida Álvares Cabral, 58/60 em lisboa,
onde se realizará a cerimónia de entrega dos
Prémios MAC'2010
ver mais
contactos:
tel 21 386 7215 / 21 385 07 89
tm 96 267 05 32

quinta-feira, 10 de junho de 2010