quinta-feira, 29 de abril de 2010
SANTOS LOPES _ bronzes e releituras em tela
Pela primeira vez, O MAC – Movimento Arte Contemporânea dá as boas vindas a Santos Lopes, pela sua primeira mostra neste espaço, não querendo deixar de chamar a atenção para a forma total como o artista se entrega à paixão pela arte, pela sua prática, pelo seu ensino, pela sua divulgação.
Santos Lopes baseia o seu trabalho num conceito chave, comum a toda a sua produção escultórica – movimento. E neste conceito, o escultor encerra um conjunto de motivações formais – dimensão, textura, patine – através das quais nos é dada uma aparência física, dos seres e das coisas, capaz de afectar os nossos sentidos de tacto e visão.
Firmada numa tradição estética repartida entre a disciplina e a sobriedade plástica, a exposição
“Bronzes e releituras em tela” apresenta-se como resultado de um percurso entre a escultura e o desenho que, transportado à tela, perde o carácter de exercício prévio, assumindo autonomia de arte final. Para ver no MAC - Av. Álvares Cabral, a partir de 4 de Maio...
Mais informações em:
http://www.movimentoartecontemporanea.com/
http://www.movartecontemporanea.blogspot.com/
FERNANDO d`F. PEREIRA_continuação II
Um ano depois da exposição "Continuação", Fernando d`F. Pereira regressa à Rua do Sol ao Rato com a exposição "Continuação II".
Constantemente associada pela crítica ao Surrealismo, a pintura de F. Pereira emerge, antes de mais, do rico tesouro da corrente paisagista e espiritual do século XX. Num processo original e paradigmático da sua produção, a técnica da execução utilizada por F. Pereira decorre em três fases de trabalho, com aguarelas, acrílicos e óleos, que não são misturados uns com os outros mas tratados em processos separados... O resultado é fascinante. Agradáveis cores cálidas e terracotas em contraste com azuis reafirmam esta impressão. Para ver no MAC a partir de 4 de Maio...
Mais informações em http://www.movimentoartecontemporanea.com/ http://www.movartecontemporanea.blogspot.com/
domingo, 4 de abril de 2010
"esta pele que dispo para nela te envolver" de Maria João Franco na Galeria Municipal Artur Bual, em Homenagem àquela Pintora
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Ricardo Paula_"o eco...e o azul profundo da Casa do Lago"


pintura de Ricardo Paula
Ora exuberante ora como relâmpago de silêncio e desespero, simbiose de céu e terra, realidade e imaginação, prisão e liberdade, a Mulher é a essência da pintura de Ricardo Paula, onde o ser é elevado da sua redutibilidade física a esferas de grandeza e de místico conteúdo alegórico.O seu rosto, por vezes encoberto e indefinido ou acentuado com traços fortes e marcantes, situa-se no limiar do intraduzível real e conduz-nos de imediato ao mundo próprio do artista.As formas despidas, o jogo da geometria, da luz e da emoção não impedem a existência de uma tensão, uma dissonância íntima que introduz a sensualidade e explica o prazer que sentimos ao contemplá-las.São sonhos que conhecemos sem os ter sonhado, sugestões de fantasia, testemunhos imaginados, como que um sussurrar de segredos, fruto da sua força plástica e do uso sábio da neutralidade da cor.A pintura de Ricardo Paula constitui um elo entre a pureza do traço e a beleza das formas. É algo não só peculiar, mas até mesmo magnífico, uma visão toda nova e toda sua de engrandecer e a enriquecer o nosso olhar e a maneira de percebermos as coisas e o universo em que vivemos.Há, não só, o espaço que apenas com o olhar se vislumbra, mas há também e sobretudo, a sugestão das coisas que contemplamos sem as vermos. O seu silêncio é uma forma de absoluto anseio da totalidade perdida.E é nesse silêncio diluído das telas, nessa nudez quase branca que surgem agora as tímidas vozes que habitam “o eco... e o azul profundo da Casa do Lago”.E já não sabemos se são recordações que julgávamos perdidas ou simplesmente apelos contidos das nossas emoções, onde gentes e objectos estão presentes por detrás das telas, onde nada sobra, nem um só traço que não seja essencial.Ricardo Paula traduz com pujança incomum a sua nítida visão pessoal, numa coerência em que as personagens são subtilmente diferenciadas através das cores incisivas e da dinâmica do traço: inscrevendo linhas viris e bem visíveis, sobretudo na maneira vigorosa de sublinhar o desenho, a sua pintura denota uma vontade e um querer impositivos.A composição severamente estruturada e as relações cromáticas são inovadoras de contrastes e plenas de vigor e originalidade. A textura é utilizada com sabedoria, matiza a emoção do artista e confere densidade à pintura.Com este inventário deixado pelo prazer e pelo abandono, com todas as notas tiradas à margem como fragmentos de vida, Ricardo Paula cumpre, entre a inovação e o aperfeiçoamento progressivo das suas formas, um compromisso entre o imaginário e a humanidade que se pressente nos gestos e na expressão do quotidiano.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Divulgação MAC/Youtube

http://www.youtube.com/watch?v=dF_BjZIpAjY
Premios e pequena entrevista de Romeo Niram e Eva Defeses
http://www.youtube.com/watch?v=DreDhpe9opg
http://www.youtube.com/watch?v=DYY5wxtDgsg
Cartaz das artes (TVI), programa cultural premiado pelo MAC, (Movimento de Arte Contemporânea, Portugal), Premios MAC 2009.Entrevistas com Joao Paulo Sacadura (TVI) e Andreia Pereira (MAC)
http://www.youtube.com/watch?v=y0RXp4HWNYI
MAC Videos. defeses website:
http://www.defesesfinearts.net46.net/documents/defesesfinearts.html
http://www.defesesfinearts.net46.net/documents/videos.php?category=MAC+Lisboa
http://www.defesesfinearts.net46.net/documents/premios_mac.html
http://www.defesesfinearts.net46.net/documents/sobre_mac.html
http://www.defesesfinearts.net46.net/documents/videosromeoniram.html
www.movimentoartecontemporanea.com
MAC en Niram Art (Nov)
en PDF
http://niramart.wordpress.com/
MAC na revista Madrid en marco:
http://www.madridenmarco.webege.com/documents/eventosmadridenmarco.php?title=exposici%F3n-organic-de-paulo-canilhas-en-mac&entry_id=1263843025
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Viagem de trabalho ao Brasil /Dia de trabalho cultural no atelier/residencia do escultor Santos Lopes – Brasil

Álvaro Lobato de Faria nos jardins do atelier residência do Esc.Santos Lopes
Álvaro Lobato de Faria nos jardins do atelier/residência do esc. Santos Lopes, junto a uma obra daquele artistaSeguiram-se reuniões de trabalho com um dos maiores galeristas de S. Paulo , André Blau, proprietário das maiores e melhores galerias de S. Paulo as Galerias de Artes ANDRÉ.
Seguiram-se 36 horas de trabalho árduo e muito proveitoso no atelier /residência do Escultor Santos Lopes, artista com grande projecção em S. Paulo, que irá expôr individualmente em Lisboa no MAC no próximo Maio de 2010.
Todos estes encontros e reuniões de trabalho com museus e galerias só foram possíveis graças aos conhecimentos e empenho deste grande escultor radicado em S. Paulo há 35 anos que é Santos Lopes.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
ORGANIC de Paulo Canilhas

a exposição de pintura instalação e desenho estará aberta ao público
até dia 28 de Fevereiro.
De um pensamento estético profundamente actual, Paulo Canilhas demonstra as potencialidades humanas frente a um material estático, tentando “domesticá-lo” recriando outros campos através das características inerentes àquela matéria, compondo assim um encantamento em que o jogo ou os jogos de luz reflectida se tornam objecto
de indagação, interpondo-se entre o espectador e a obra criada.
Nesse mesmo sentido lúdico de uma superfície recriada, Paulo Canilhas propõe-nos o imaginário da reconquista do Orgânico sobre o Inorgânico. Um tempo futuro mas provavelmente não tão longe quanto se pode esperar e desejar.
Na sua intervenção joga com elementos inorgânicos, cuja organicidade é simplesmente aparente, uma vez recriada, em primeiro lugar pelo autor, que a remete para o espectador como entendimento da força da sua expectativa.
Ainda, a fisicidade da luz na sua “inconstância”, resultante dos vários jogos relativos e matéricos, propõe ao autor a dúvida exaustiva, objecto de pesquisa que Paulo Canilhas persegue.
Como nomear essa mistura entre um objecto aparentemente inerte e um “sujeito” vivo, animado e luminoso?
A realidade é, em Paulo Canilhas, um conceito inquietante. Virtualizada, está sujeita a múltiplas possibilidades dos processos mediados pela expressão que, de certa maneira, escapam ao controle daquilo que vive sob a alçada da matéria. O trabalho que nos propõe, exemplo das perenes misturas entre Natureza e Tecnologia, goza hoje de um estatuto misto de entidade ao mesmo tempo natural e artificial, sendo o seu estado uma permanente metamorfose.
As questões que Paulo Canilhas aborda fazem-nos entender um ser sensível, inteligente e atento às mutações constantes do homem, das sociedades e do ou dos vários universos.
Um leitor assíduo, eficaz e solidário das vidas e das coisas com que nos defrontamos e confrontamos.
A forma e o simples e desinteressado empenho com que tem contribuído ultimamente no intuito de divulgar o MAC, prestando-se a colocar parte do seu tempo à nossa disposição faz de Paulo Canilhas um colaborador considerável de que o MAC se orgulha, pela qualidade e pesquisa da sua obra e pelo seu modo de estar como cidadão e autor.
8 de Dezembro de 2009
Álvaro Lobato de Faria



