Créditos

Direcção,Organização,Redacção: Álvaro Lobato de Faria

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Actividade Cultural_Curadoria nos Açores

Álvaro Lobato de Faria
Professor Universitário


Curador
Curator

Crítico de Arte
Art critic

Director Coordenador
Director of MAC

MAC-Movimento Arte Contemporânea


Reiniciando a época de eventos culturais
em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores

Álvaro Lobato de Faria vai apresentar ,como curador, a pintura de

Teresa Mendonça


(Prémio Revelação MAC'2007)


que vai realizar a sua exposição individual de Pintura a que chama

"Esta cor de memórias feita"
a inaugurar no

Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada
no dia
26 de Março de 2008
Neste evento estarão também presentes os pintores
Luisa Nogueira,Maria João Franco e Miguel Barros

Opening the cultural season in Ponta Delgada, S. Miguel , Açores, Alvaro Lobato de Faria will present Teresa Mendonça’s paintings( MAC 2007 Revelation Award )
This individual painting exhibition named “ Memory Colours “ will be inaugurated in the City council of Ponta Delgada on the 26th of March 2008.

In this event other awarded painters will be present such as Luisa Nogueira,Maria João Franco e Miguel Barros.











TERESA MENDONÇA

Maria Teresa Castro Soromenho Mendonça, nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, em 1948.
Pintora autodidacta.

Recebeu aulas de pintura no Colégio das Doroteias em Lisboa, ministradas pelo Mestre Domingos Rebelo.
Enveredou pela pintura, referenciando-se na obra de Mestre Hilário Teixeira Lopes, da qual sofre forte influência, desenvolvendo a partir daí a sua investigação pictórica.
Representada, exclusivamente pelo Espaço Cultural MAC - Movimento Arte Contemporânea em Lisboa, desde 1996, tem vindo, através daquela Instituição cultural, a realizar dezenas de exposições no país e no estrangeiro, com incidência nos países lusófonos, nomeadamente no Brasil, Cabo Verde e Guiné Bissau, em colaboração com diversos Municípios, Embaixadas e Entidades, das quais se destacam a Sociedade da Língua Portuguesa, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal, na cidade da Praia em Cabo Verde, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal na Guiné Bissau , na inauguração da Reitoria do Instituto Politécnico de Lisboa e em várias Câmaras Municipais do Continente e Ilhas portuguesas, sempre em colaboração com o Movimento Arte Contemporânea.


Representada em diversas colecções particulares, nacionais e estrangeiras, viu, uma vez mais, o seu mérito reconhecido,com a atribuição do prémio MAC - Revelação 2007 pintura (Troféu executado pelo Professor Escultor João Duarte),pelo conjunto de obras apresentadas ao longo do ano de 2007.


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A Arte é sempre a penetração da nova realidade, a retirada das cortinas do mundo visual e a reflexão do espaço misterioso. Não há Arte sem mistério.

Mas Teresa Mendonça não está de forma alguma ocupada com um estudo da natureza e muito menos tenta dar uma impressão óptica de uma paisagem concreta.

“Absorver-me no espaço natural” diz a artista, “ajuda-me a encontrar um espaço metafísico e alternativo”.

Ao fazer isto, o olhar sensível da artista escolhe de entre a vasta multiplicidade de linha e cores existentes, unicamente aqueles motivos orientadores que a atraem pela sua novidade e lhe suscitam vagas e excitantes associações.

A cor densa da têmpera, enquanto material que veicula a cor, parece emanar, algures de dentro, abrindo caminho através da superfície abstracta da tela branca e exigindo uma estética das relações cromáticas completamente diferentes, provocando na artista, audaciosas improvisações e fortes impulsos no seu trabalho de concentração, frente ao cavalete no seu atelier, fazendo-a elaborar obras autónomas de grande expressividade e forte intensidade criadora.

O mundo da cor vai assim ganhando forma, coincidindo com o universo artístico de Teresa Mendonça. Nele as formas do micro e do macro-mundo fluem incessantemente em conjunto e coexistem com os elementos de diferentes dimensões, volumes e planos, nas mais diversas configurações.

Uma tal composição capta inevitavelmente uma parte acidental do infinito.

De um modo semelhante a uma membrana celular, os seus trabalhos permitem-lhe levar a cabo, uma espécie de troca energética com o mundo externo.

Todas as obras deste seu ciclo, são variações do mesmo motivo paisagístico.

O cenário de tal tarefa está ligado a uma tentativa de encontrar todas as soluções possíveis para pintar uma única ideia textual através do enriquecimento da gama de associações com ecos do passado e do presente.

Nestes seus quadros o elemento de abstracção é claramente intensificado.

Teresa Mendonça, alcança os mais variados e inesperados efeitos utilizando um arsenal de meios pictóricos.

Por vezes a artista domina a massa de cores; outras vezes, é ela quem se submete à sua fúria tempestuosa.

A multiplicidade dos modos como Teresa Mendonça concebe os seus quadros, oferece-nos o testemunho da luta da artista com a tela.

Uma reencarnação mágica, parece ter lugar mesmo perante os olhos dos espectadores.

É desta capacidade de sofrer fantásticas transformações, que a massa de cores está dotada, na sua subordinação à vontade duma criadora que se chama Teresa Mendonça e cujas obras são particularmente atraentes e inimitáveis.

Álvaro Lobato de Faria

Director Coordenador do MAC

Movimento Arte Contemporânea

http://www.alvarolobatodefaria.blogspot.com/

http://www.movartecontemporanea.blogspot.com/

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A pintura de Teresa Mendonça é uma demonstração de profunda sensibilidade e amadurecimento desta arte a que se dedica.


A sua linguagem plástica é marcada pela originalidade através de um jogo de alusões, ocultações e associações aparentemente sem nexo, que apela à experiência existencial do observador, arrastando-o para desafios que deseja enfrentar, como se fizesse parte desse mundo ali proposto.
As suas telas mostram exercícios de criação cromática, dos quais uns derivam de sistemas de aprendizagem e outros do próprio comportamento emocional da artista com a pintura, verdadeiramente demonstrativo do empenho, do ensaio e da vontade com que Teresa Mendonça enfrenta a intimidade do espaço, da cor e da luz, na ânsia de repensar a arte e o refazer artístico.


Podemos assim dizer que numa aposta constante da artista e presente em cada obra, o espírito é transmitido à matéria e dela é extraído o seu espírito numa diferença real entre o material e o espiritual.



Eng.Zeferino Silva


Director do MAC


Movimento Arte Contemporânea

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…E a cor agarrou o espaço!
Quem olha as áreas perdidas dos espaços esquecidos, no, figurar das formas e das cores, nos equilíbrios procurados, nas ondas de luz estruturadas entre limites configurados, na experiência lúdica de encontros furtivos entre complementares que se escoam em pinceladas firmes até atingir o fim de si próprias, encontra a pintura de Teresa Mendonça.

Pintora de memórias estruturadas entre atlânticas visualizações paisagísticas e o reticulado urbano das grandes metrópoles, o intimismo antigo dos espaços musicados onde as melodias se escoam e ecoam em telas de tons surdos onde uma ou outra estridência nos apela para o mundo onde a luz se encontra

Em algumas telas encontramo-nos perante o intimismo dos antigos espaços musicados onde as melodias se escoam e ecoam em planos de tons surdos onde, uma ou outra estridência nos chama para um mundo onde a luz se encontra.

Ou encontramo-nos ainda nas sombras de uma casa, onde o fazer é o passar dos dias, na nostalgia precisa de uma infância longínqua…

Noutras telas, e, ainda num jogo plástico em que a forma é imposta pela incidência da cor, estaríamos perante a pintura de um eventual ”fauve”, ou, ainda de um suposto “orfista”.

Não há um cinetismo na presença da cor: há, sim, uma procura de equilíbrio dinâmico e estruturado através de formas inter circundantes, até que o “movimento” se pára por si, em vectores propostos entre a tela e o espectador.

Não há distanciamento na forma, não há distanciamento na cor. Nem “crises de repetitividade”.

O ”ser total” surge do afecto inter cromático que se nos impõe como objecto procurado na sua intencionalidade de fazer parte do nosso universo de prazeres visuais, que encontraríamos fortuitamente num campo aberto de papoilas ou num mar suposto de Iemanjá.

Estamos, assim, perante uma pintura que advém de um contacto permanente, afectivo e efectivo com a plasticidade e a memória das coisas e do mundo. Com o Homem e os seus Fazeres…

Lisboa, 2008
Maria João Franco
Pintora e Poeta
Directora e Redactora de Casamarela5b & ARTS
(jornal on-line)

http://www.mariajoaofranco.blogspot.com/
http://www.casamarela5b.blogspot.com/



Teresa Mendonça com o Mestre Hilário Teixeira Lopes,

Presidente Honorário do Júri,
Honorary President of the jury

Prémio Sousa Cardoso 1965, Prémio Mundial de Pintura 1969-Madrid,

Prémio MAC'2004 Mérito e Excelência

Artista Fundador e exclusivo do MAC-Movimento Arte Contemporânea
Founder and exclusive artist of MAC






Luisa Nogueira


Pintora/Painter

Prémio MAC'2007 Honorário

Com o Prof. Catedrático Escultor João Duarte,autor do troféu

The university lecture of sculpture author of the "troféu"

Prémio Internacional de Medalha_Paris 2002





Maria João Franco

Pintora e Poeta
Painter and poet

Prémio MAC'2006 Carreira
Prémio MAC'2007 Prestígio







Miguel Barros


Pintor/Painter

Prémio MAC'2007 Mérito Pintura


www.miguelbarros.blogspot.com


A realização das actividades terá lugar a partir de 25 de Março de 2008,

a convite do

Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada


e colaboração
do


MAC-Movimento Arte Contemporânea _Lisboa


http://www.movartecontemporanea.blogspot.com/


in NIRAM ART MAGAZINE Nº9

Da entrevista concedida por Álvaro Lobato de Faria a jornalista romena Roxandra Lopes

Jornalista: Estamos hoje a celebrar o 13º. Aniversário do MAC e a entrega dos prémios MAC 2007.

Álvaro Lobato de Faria: Efectivamente, para festejarmos este 13 º aniversário organizámos uma exposição colectiva com todos os pintores do MAC. Por esta ocasião também são atribuídos os prémios MAC em várias categorias: MAC Pintura, MAC Escultura, MAC Revelação, MAC Carreira, MAC Prestígio, MAC Excelência, e também para a imprensa, tanto escrita como televisiva. Em Portugal, ninguém compensa ninguém, no que diz respeito à parte cultural, nem os artistas nem quem escreve sobre a cultura , nos jornais ou na Televisão, têm a oportunidade de ganhar algum prémio porque simplesmente não existe.

Neste ano, o MAC Imprensa foi ganho pela revista Niram Art, que é uma revista de arte em 4 línguas, uma estreia mundial neste sentido, e que já se conseguiu impor no espaço ibérico. Na televisão, o prémio foi para a TVI, para o Programa "Cartaz das Artes", que é o único programa cultural de toda a televisão, e dou os meus parabéns ao Arq. João Paulo Sacadura e à sua equipa. Também queria destacar a atribuição do Prémio MAC Revelação para a pintora Teresa Mendonça, uma talentosa artista, cuja pintura rapidamente atraiu as nossas atenções...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

DIVULGAR_do Neo-realismo


Permitindo-os chamar a atenção para o espaço histórico de tão importante relevância em que se situa a estética plástica e literária do Movimento Neo_Realista Português e para a pouca visibilidade que é dada a esta expressão plástica na nossa História da Arte, estamos a projectar uma mesa redonda sobre o referido tema em data a determinar oportunamente.



Álvaro Cunhal_desenho

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Prémio RUMOS LITERATURA 2007/2008

Notícia:

Amigos queridos,

Quero compartilhar com vocês uma pequena conquista: fui agraciada com o prémio Rumos Literatura 2007/2008 do Itaú Cultural, na categoria Produção Literária.
Beijo grande

Shirley Carreira




A Prof. Catedrática Dra. Shirley Carreira da Universidade UNIGRANRIO, Rio de Janeiro acaba de receber o prestigioso prémio “Rumos Literatura” 2007/2008 do Itaú Cultural na categoria Produção Literária.
A Catedrática Shirley Carreira é especializada em Literatura Portuguesa sendo uma das maiores sumidades na sua área e no que se refere a obra do escritor José Saramago.
Refiro ainda que prefaciou com grande qualidade o livro "Percepção do Olhar "da fotógrafa Rosa Reis,versando a actividade de Álvaro Lobato de Faria e do MAC ,texto esse que faz a apresentação deste blog.
(post junho 2007)
Parabéns, Shirley, tenho o maior orgulho na nossa Amizade, que se alicerçou sobre valores tão altos como o da honestidade e do saber.

domingo, 21 de outubro de 2007

Álvaro Lobato de Faria apresentando "AS FORMAS DO EXISTIR" de NELSON DIAS



Álvaro Lobato de Faria apresentando

"As Formas do Existir" de Nelson Dias




Falar da pintura de Nelson Dias é tarefa difícil e apaixonante.
Pintor de formação sériamente académica, e digo seriamente, porque não é fácil assumi-lo em dias que correm, em épocas em que o fazer não evoca de todo o conhecimento, a capacidade e talento de quem o faz.
Na sua multifacetada capacidade como artista e pedagogo, Nelson Dias conquistou sem esforço, nem disfarce, a apreciação de fruidores e alunos.
A imensa e global tendência de interesses fez deste Artista um dos maiores criativos portugueses do sec. XX.
Como tal, e numa ”aventura” marcadamente portuguesa, foi desde sempre contestado, pelos “menores”, nos seus efémeros pedestais …
Uma série de jogos em cadeia, como os que diariamente se repetem ao nível das pseudo-culturas deste país, submergindo tudo e todos aqueles que se revelam e são, de facto, provadamente superiores, rodeou este homem, que deveria ter sido louvado em vida por todos os que com ele conviveram.

Alguns críticos souberam abordar sabiamente a sua obra, como distinta e soberana.
Falamos de Margarida Botelho, Emídio Rosa Oliveira, Isabel Carlos, Porfírio Alves Pires.
Falamos ainda de toda a critica ligada à nova banda desenhada de que Nelson Dias foi pioneiro em Portugal, com “Wânya-Escala Orongo”, cuja 2ªedição virá agora a público.
Nelson Dias deixou com o seu prematuro desaparecimento uma obra digna de ser reapreciada por quem de direito, por críticos e historiadores deste tempo, categorizados, e à sua altura e capacidade.

É, por tudo isto, que o MAC-Movimento Arte Contemporânea tem o orgulho maior em apresentar esta retrospectiva “As Formas do Existir” de parte da obra de Nelson Dias que merece de todos nós, de todas as áreas de actividade, o maior respeito e esperamos, com toda a determinação e orgulho, ter levantado a ponta do véu que cobre esta obra de tanta ingratidão e silêncio.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea




















Texto do Comunicado ao Corpo Docente da FBA.UL



Queremos agradecer à Professora Dra. Cristina Azevedo Tavares, ao Professor Escultor João Duarte e à Professora Pintora Marília Viegas, a sua presença quando da inauguração da retrospectiva do Professor Nelson Dias, falecido em 1993, e lamentar profundamente a ausência e o silêncio de qualquer outro elemento do corpo docente dessa Faculdade (F.B.A.-U.L.), que muito evidente se tornou e severas críticas levantou.
Agradecemos a sentida e extraordinária comunicação feita pelo Professor Escultor João Duarte sobre a obra e personalidade do Professor Pintor Nelson Dias, que certamente ficará na memória das inúmeras pessoas que estavam presentes.
Foi pena que não tenha sido feita a devida divulgação da importante exposição (que se encontrará patente ao público até 30 de Novembro no MAC-Movimento Arte Contemporânea, no seu espaço da Av. Álvares Cabral 58-60 em Lisboa);
exposição essa, com que os alunos dessa Faculdade muito aprenderiam, pois iriam ter conhecimento sobre a obra de um pintor considerado e recordado ainda hoje, como um dos melhores do século XX e muito difícil de ser substituído.

Álvaro Lobato de Faria

Director coordenador do MAC


Maria João Franco

Pintora






Dr. Álvaro Lobato de Faria lendo o comunicado à Imprensa



Texto do comunicado à Imprensa


Caros Amigos
Foi com grande mágoa que presenciamos na inauguração da retrospectiva do grande professor Pintor NELSON DIAS a falta de docentes e alunos da Faculdade de Belas Artes, apesar da enorme divulgação feita por nós, tanto colectivamente como individualmente e devidamente personalizada, o que muito se lamenta dada a grande importância e qualidade do evento.
Para Vosso conhecimento, e por se tratar de além de uma grande exposição, também de um evento altamente pedagógico e que muito serviria para uma melhor aprendizagem do ofício, não só para alunos, como também para professores, muitos dos quais foram colegas directos de Nelson Dias, enviámos o comunicado para todos os docentes e órgãos directivos da Faculdade, que juntamos. Como a cultura está pobre em Portugal ou como os vivos temem a competição, com quem infelizmente, já cá não se encontra!!! É de lamentar.

Peço me desculpem este meu desabafo mas como Amigos que os considero, faz-me bem desabafar convosco, este triste episódio.

Abraço muito amigo do

Álvaro Lobato de Faria




sábado, 15 de setembro de 2007

Congresso Mundial de Medalhística

Congresso Mundial de Medalhística
Palestra proferida por
Álvaro Lobato de Faria
sobre a obra do Escultor João Duarte
"A Pionear of the Object"




O texto da palestra foi publicado em
"THE MEDAL"nº45
Revista editada pelo
Museu de Medalhística de Londres
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Palestra no ICRL




50 de ani de la moartea lui Brancusi sarbatorita la Lisabona

Trimis de Gabriel C. la 17 August, 2007 - 17:12.

Luni, 20 august, de la ora 18:30, Institutul Cultural Roman din Lisabona va gazdui o serie de evenimente menite sa celebreze implinirea a 50 de ani de la moartea sculptorului roman Constantin Brancusi.
Programul serii contine conferinta „Coloana infinitului de Brancusi”, autorprof. univ. dr. Alvaro Lobato de Faria, director M.A.C., prelegerea audio-vizuala „Brancusi la el acasa”, de Horia Barna, director ICR Madrid, filmul documentar-artistic „Lectia despre infinit”, in regia lui Laurentiu Damian.



domingo, 9 de setembro de 2007

Apresentação da exposição de Miguel Barros no Museu da Cidade




A Pintura de


MIGUEL BARROS


"sete colinas de lisboa"



*** nota crítica




Quem olha o figurar das formas e das cores e dos equilíbrios procurados, nas ondas de luz estruturadas entre limites configurados, na experiência lúdica de encontros furtivos entre complementares que se escoam em ritmos firmes até atingir o fim de si, encontra nesta exposição de Miguel Barros “As Sete Colinas de Lisboa” um jogo plástico em que a forma é imposta pela incidência da cor e do grafismo. Há, mesmo, um certo “cinetismo” na presença da cor, e uma procura de equilíbrio dinâmico e estruturado através de formas reticuladas, até que o “movimento” se para por si, em vectores propostos entre as áreas da tela e o próprio espectador.É este ”ser total” surgindo de um afecto inter cromático que se nos impõe como objecto procurado na sua intencionalidade de fazer parte do nosso universo dos prazeres visuais, que encontraríamos fortuitamente numa qualquer janela do Tejo ou num espelho imenso espraiado muito para além do horizonte.
Estamos hoje perante uma pintura que advém de um contacto e um olhar permanente, crítico e efectivo para com a plasticidade das coisas e do mundo.



Maria João Franco
19 de setembro de 2007

____exposição a não perder ____
patente até 31 de Outubro
no Museu da Cidade
em Lisboa
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Miguel Barros, com esta sua exposição individual “ SETE COLINAS DE LISBOA” marca um lugar cimeiro dentro da pintura contemporânea portuguesa e muito justamente, porque é um artista sensível, trabalhador incansável, revelando a sua arte, na execução formal, na cor e principalmente nas apreciáveis qualidades técnicas que utiliza, mostrando que o artista para além de possuir, um firme temperamento, possui também grande qualidade do ofício.
Passados 20 anos da sua primeira exposição, Miguel Barros já conquistou a crítica e o público em geral com a sua obra, marcando um bom lugar dentro das artes a que se dedicou, numa entrega absoluta, tendo vindo a obter êxito também a nível internacional, como o prova as exposições em que já participou tanto em Portugal, como na Índia e em Moçambique.
A qualidade de matérias que imprime aos seus trabalhos, a força expressiva das suas formas, o poder tão comunicativo do seu mundo cromático, são elementos da pintura que realiza Miguel Barros e que lhe vinca personalidade inconfundível.
Mas a verdade é que as obras de Miguel Barros, representam um desafio que desejamos enfrentar, como se fizéssemos parte do universo que nos propõe, como se dessa resposta, de certo modo, dependesse uma nova forma, mais verdadeira, de nos situarmos no espaço e no tempo.



Perante estas considerações, entendo que não existe uma diferença real entre o que tradicionalmente denominamos material e o que conhecemos como espiritual. Transmitir espírito à matéria e extrair da matéria o seu espírito mais oculto é a proposta transcendente que
Miguel Barros consegue com esta sua exposição agora aqui presente no Museu da Cidade.


E como a arte é sempre uma forma de expressão relacionada com cada temperamento, eis porque as obras que Miguel Barros executa, através de uma expressividade muito pessoal aliada a um profundo conhecimento dos materiais que utiliza, são afinal documentos sinceros do seu mundo sensível e aqui reside o seu maior triunfo.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea