Créditos

Direcção,Organização,Redacção: Álvaro Lobato de Faria

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

DIVULGAR_do Neo-realismo


Permitindo-os chamar a atenção para o espaço histórico de tão importante relevância em que se situa a estética plástica e literária do Movimento Neo_Realista Português e para a pouca visibilidade que é dada a esta expressão plástica na nossa História da Arte, estamos a projectar uma mesa redonda sobre o referido tema em data a determinar oportunamente.



Álvaro Cunhal_desenho

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Prémio RUMOS LITERATURA 2007/2008

Notícia:

Amigos queridos,

Quero compartilhar com vocês uma pequena conquista: fui agraciada com o prémio Rumos Literatura 2007/2008 do Itaú Cultural, na categoria Produção Literária.
Beijo grande

Shirley Carreira




A Prof. Catedrática Dra. Shirley Carreira da Universidade UNIGRANRIO, Rio de Janeiro acaba de receber o prestigioso prémio “Rumos Literatura” 2007/2008 do Itaú Cultural na categoria Produção Literária.
A Catedrática Shirley Carreira é especializada em Literatura Portuguesa sendo uma das maiores sumidades na sua área e no que se refere a obra do escritor José Saramago.
Refiro ainda que prefaciou com grande qualidade o livro "Percepção do Olhar "da fotógrafa Rosa Reis,versando a actividade de Álvaro Lobato de Faria e do MAC ,texto esse que faz a apresentação deste blog.
(post junho 2007)
Parabéns, Shirley, tenho o maior orgulho na nossa Amizade, que se alicerçou sobre valores tão altos como o da honestidade e do saber.

domingo, 21 de outubro de 2007

Álvaro Lobato de Faria apresentando "AS FORMAS DO EXISTIR" de NELSON DIAS



Álvaro Lobato de Faria apresentando

"As Formas do Existir" de Nelson Dias




Falar da pintura de Nelson Dias é tarefa difícil e apaixonante.
Pintor de formação sériamente académica, e digo seriamente, porque não é fácil assumi-lo em dias que correm, em épocas em que o fazer não evoca de todo o conhecimento, a capacidade e talento de quem o faz.
Na sua multifacetada capacidade como artista e pedagogo, Nelson Dias conquistou sem esforço, nem disfarce, a apreciação de fruidores e alunos.
A imensa e global tendência de interesses fez deste Artista um dos maiores criativos portugueses do sec. XX.
Como tal, e numa ”aventura” marcadamente portuguesa, foi desde sempre contestado, pelos “menores”, nos seus efémeros pedestais …
Uma série de jogos em cadeia, como os que diariamente se repetem ao nível das pseudo-culturas deste país, submergindo tudo e todos aqueles que se revelam e são, de facto, provadamente superiores, rodeou este homem, que deveria ter sido louvado em vida por todos os que com ele conviveram.

Alguns críticos souberam abordar sabiamente a sua obra, como distinta e soberana.
Falamos de Margarida Botelho, Emídio Rosa Oliveira, Isabel Carlos, Porfírio Alves Pires.
Falamos ainda de toda a critica ligada à nova banda desenhada de que Nelson Dias foi pioneiro em Portugal, com “Wânya-Escala Orongo”, cuja 2ªedição virá agora a público.
Nelson Dias deixou com o seu prematuro desaparecimento uma obra digna de ser reapreciada por quem de direito, por críticos e historiadores deste tempo, categorizados, e à sua altura e capacidade.

É, por tudo isto, que o MAC-Movimento Arte Contemporânea tem o orgulho maior em apresentar esta retrospectiva “As Formas do Existir” de parte da obra de Nelson Dias que merece de todos nós, de todas as áreas de actividade, o maior respeito e esperamos, com toda a determinação e orgulho, ter levantado a ponta do véu que cobre esta obra de tanta ingratidão e silêncio.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea




















Texto do Comunicado ao Corpo Docente da FBA.UL



Queremos agradecer à Professora Dra. Cristina Azevedo Tavares, ao Professor Escultor João Duarte e à Professora Pintora Marília Viegas, a sua presença quando da inauguração da retrospectiva do Professor Nelson Dias, falecido em 1993, e lamentar profundamente a ausência e o silêncio de qualquer outro elemento do corpo docente dessa Faculdade (F.B.A.-U.L.), que muito evidente se tornou e severas críticas levantou.
Agradecemos a sentida e extraordinária comunicação feita pelo Professor Escultor João Duarte sobre a obra e personalidade do Professor Pintor Nelson Dias, que certamente ficará na memória das inúmeras pessoas que estavam presentes.
Foi pena que não tenha sido feita a devida divulgação da importante exposição (que se encontrará patente ao público até 30 de Novembro no MAC-Movimento Arte Contemporânea, no seu espaço da Av. Álvares Cabral 58-60 em Lisboa);
exposição essa, com que os alunos dessa Faculdade muito aprenderiam, pois iriam ter conhecimento sobre a obra de um pintor considerado e recordado ainda hoje, como um dos melhores do século XX e muito difícil de ser substituído.

Álvaro Lobato de Faria

Director coordenador do MAC


Maria João Franco

Pintora






Dr. Álvaro Lobato de Faria lendo o comunicado à Imprensa



Texto do comunicado à Imprensa


Caros Amigos
Foi com grande mágoa que presenciamos na inauguração da retrospectiva do grande professor Pintor NELSON DIAS a falta de docentes e alunos da Faculdade de Belas Artes, apesar da enorme divulgação feita por nós, tanto colectivamente como individualmente e devidamente personalizada, o que muito se lamenta dada a grande importância e qualidade do evento.
Para Vosso conhecimento, e por se tratar de além de uma grande exposição, também de um evento altamente pedagógico e que muito serviria para uma melhor aprendizagem do ofício, não só para alunos, como também para professores, muitos dos quais foram colegas directos de Nelson Dias, enviámos o comunicado para todos os docentes e órgãos directivos da Faculdade, que juntamos. Como a cultura está pobre em Portugal ou como os vivos temem a competição, com quem infelizmente, já cá não se encontra!!! É de lamentar.

Peço me desculpem este meu desabafo mas como Amigos que os considero, faz-me bem desabafar convosco, este triste episódio.

Abraço muito amigo do

Álvaro Lobato de Faria




sábado, 15 de setembro de 2007

Congresso Mundial de Medalhística

Congresso Mundial de Medalhística
Palestra proferida por
Álvaro Lobato de Faria
sobre a obra do Escultor João Duarte
"A Pionear of the Object"




O texto da palestra foi publicado em
"THE MEDAL"nº45
Revista editada pelo
Museu de Medalhística de Londres
_________




segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Palestra no ICRL




50 de ani de la moartea lui Brancusi sarbatorita la Lisabona

Trimis de Gabriel C. la 17 August, 2007 - 17:12.

Luni, 20 august, de la ora 18:30, Institutul Cultural Roman din Lisabona va gazdui o serie de evenimente menite sa celebreze implinirea a 50 de ani de la moartea sculptorului roman Constantin Brancusi.
Programul serii contine conferinta „Coloana infinitului de Brancusi”, autorprof. univ. dr. Alvaro Lobato de Faria, director M.A.C., prelegerea audio-vizuala „Brancusi la el acasa”, de Horia Barna, director ICR Madrid, filmul documentar-artistic „Lectia despre infinit”, in regia lui Laurentiu Damian.



domingo, 9 de setembro de 2007

Apresentação da exposição de Miguel Barros no Museu da Cidade




A Pintura de


MIGUEL BARROS


"sete colinas de lisboa"



*** nota crítica




Quem olha o figurar das formas e das cores e dos equilíbrios procurados, nas ondas de luz estruturadas entre limites configurados, na experiência lúdica de encontros furtivos entre complementares que se escoam em ritmos firmes até atingir o fim de si, encontra nesta exposição de Miguel Barros “As Sete Colinas de Lisboa” um jogo plástico em que a forma é imposta pela incidência da cor e do grafismo. Há, mesmo, um certo “cinetismo” na presença da cor, e uma procura de equilíbrio dinâmico e estruturado através de formas reticuladas, até que o “movimento” se para por si, em vectores propostos entre as áreas da tela e o próprio espectador.É este ”ser total” surgindo de um afecto inter cromático que se nos impõe como objecto procurado na sua intencionalidade de fazer parte do nosso universo dos prazeres visuais, que encontraríamos fortuitamente numa qualquer janela do Tejo ou num espelho imenso espraiado muito para além do horizonte.
Estamos hoje perante uma pintura que advém de um contacto e um olhar permanente, crítico e efectivo para com a plasticidade das coisas e do mundo.



Maria João Franco
19 de setembro de 2007

____exposição a não perder ____
patente até 31 de Outubro
no Museu da Cidade
em Lisboa
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Miguel Barros, com esta sua exposição individual “ SETE COLINAS DE LISBOA” marca um lugar cimeiro dentro da pintura contemporânea portuguesa e muito justamente, porque é um artista sensível, trabalhador incansável, revelando a sua arte, na execução formal, na cor e principalmente nas apreciáveis qualidades técnicas que utiliza, mostrando que o artista para além de possuir, um firme temperamento, possui também grande qualidade do ofício.
Passados 20 anos da sua primeira exposição, Miguel Barros já conquistou a crítica e o público em geral com a sua obra, marcando um bom lugar dentro das artes a que se dedicou, numa entrega absoluta, tendo vindo a obter êxito também a nível internacional, como o prova as exposições em que já participou tanto em Portugal, como na Índia e em Moçambique.
A qualidade de matérias que imprime aos seus trabalhos, a força expressiva das suas formas, o poder tão comunicativo do seu mundo cromático, são elementos da pintura que realiza Miguel Barros e que lhe vinca personalidade inconfundível.
Mas a verdade é que as obras de Miguel Barros, representam um desafio que desejamos enfrentar, como se fizéssemos parte do universo que nos propõe, como se dessa resposta, de certo modo, dependesse uma nova forma, mais verdadeira, de nos situarmos no espaço e no tempo.



Perante estas considerações, entendo que não existe uma diferença real entre o que tradicionalmente denominamos material e o que conhecemos como espiritual. Transmitir espírito à matéria e extrair da matéria o seu espírito mais oculto é a proposta transcendente que
Miguel Barros consegue com esta sua exposição agora aqui presente no Museu da Cidade.


E como a arte é sempre uma forma de expressão relacionada com cada temperamento, eis porque as obras que Miguel Barros executa, através de uma expressividade muito pessoal aliada a um profundo conhecimento dos materiais que utiliza, são afinal documentos sinceros do seu mundo sensível e aqui reside o seu maior triunfo.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea

palestras