Créditos

Direcção,Organização,Redacção: Álvaro Lobato de Faria

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

TERESA MENDONÇA no MAC até 25 de Fevereiro





FRAGMENTOS DE LUGARES NA PAISAGEM
marca um ponto essencial na carreira de TERESA MENDONÇA
pela qualidade expressiva e plástica das telas agora
expostas no MAC até 25 de Fevereiro.
É com orgulho que os directores do MAC,
amigos e colegas, sentem esta mostra
que vem valorizar, sem dúvida alguma
a qualidade do percurso do
MAC-Movimento Arte Contemporânea

..."A interioridade das telas é a sua dimensão essencial, onde o plano e os micro-cosmos se encontram, partindo de um caos antecipado, até se reformularem em fragmentos de lugares de uma paisagem incerta que se insere e nos confronta."
do catálogo
_________________________________________________________________________
Mais informações:
MAC – MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
mac@movimentoartecontemporanea.com
tel. 213850789/ 213867215 /tm. 962670532
Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 260 Lisboa /
Av. Álvares Cabral, 58-60, 1250-018
horário:
segunda a sexta das 13:00 às 20:00
sábado das 15:00 às 19:00
domingo por marcação tm 96 267 05 32

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

HILÁRIO TEIXEIRA LOPES no Museu da Água



DA COLORATURA MULTI-DIRECCIONALMENTE EXPANSIVA
66 Anos de Carreira


Hilário Teixeira Lopes é um pintor inquieto, passando por períodos estéticos diversos, desde a abstracção à figuração, do expressionismo à nova-figuração, tendo sempre presente um forte sentido geométrico nas suas composições.
Quando em 1965, ganha o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso – o mais importante prémio de pintura instituído em Portugal na altura – a sua obra começou a evoluir num sentido cromático pleno de intensidade expressiva, em que os volumes são rigidamente definidos em cores planas e o movimento é dado por múltiplas dicotomias, entre planos e espaços.
Esta evolução culmina em 1969, quando o quadro “Rugby”, conquista o Primeiro Prémio de Pintura na II Bienal Internacional de Desporto em Belas Artes (Madrid). Nessa ocasião, toda a crítica madrilena foi unânime em reconhecer a justiça do prémio e em verificar que o pintor português era incontestavelmente um dos casos mais promissores da pintura contemporânea.
O galardão conquistado confere novos estímulos ao pintor que rapidamente começa a trabalhar na procura de uma solução pictórica, coerente com a sua produção anterior, mas que agora se apresentava plena de qualidades matéricas, onde a exaltação da cor é dada por matizes diversos: da sua paleta explodem as cores quentes do sol e da terra, do sangue dos homens e do azul sideral dos astros.
Na pintura de Hilário Teixeira Lopes, as cores assumem-se como instrumentos, teclados e finas cordasdistendidas, construindo na tela uma composição ritmada, impulsiva e vibrátil.
Numa dança de cor, mancha e forma, somos envolvidos numa orquestração cromática, onde a noção de tempo musical é indissociável da linguagem plástica do pintor, assumindo-se como modo de apropriação espacial,criando ritmos e andamentos cromáticos.
Esta noção de tempo e ritmo musical surge logo no processo de trabalho, no gestualismo rápido da aplicação da cor, na pincelada larga e expansiva que o pintor transmite à tela, na metamorfose lumínica com que Hilário anima e ilumina o espaço estanque, tradicionalmente assumido pelo suporte da tela, em repentinas erupções de cores agudas e gestos de impulso.
O nosso olhar segue o cerne ondulatório desse movimento e desta dinâmica vive o pulsar de um estado de paixão.
Depositário de um tesouro de instantes e de formas, Hilário Teixeira Lopes revela-se em espaços e tempos diversificados, mostrando-se capaz de preservar a memória de acontecimentos múltiplos, que não têm outra existência para além dos vestígios que deles subsistem.
Possessiva, intuitiva e apaixonada, a pintura de Hilário Teixeira Lopes reconduz-nos musicalmente ao ritmo da criação e ao gesto, no mais límpido exercício da comunicação humana.

O MAC – Movimento Arte Contemporânea congratula-se, pois, por comissariar esta mostra de carácter retrospectivo, unindo-se à iniciativa do Museu da Água, num projecto de acção e divulgação cultural que em muito prestigia as Artes Plásticas portuguesas.


Álvaro Lobato de Faria (comissário)
Director Coordenador do MAC - Movimento Arte Contemporânea


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Exposição de Teresa Mendonça_ Curadoria em Aljustrel


curadoria de Álvaro Lobato de Faria
director coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea
em parceria com as Oficinas de Formação de Animação Cultural
da C.M. de Aljustrel


  • Quem olha as áreas perdidas dos espaços esquecidos, no, figurar das formas e das cores, nos equilíbrios procurados, nas ondas de luz estruturadas entre limites configurados, na experiência lúdica de encontros furtivos entre complementares que se escoam em pinceladas firmes até atingir o fim de si próprias, encontra a pintura de Teresa Mendonça.
    Pintora de memórias estruturadas entre atlânticas visualizações paisagísticas e o reticulado urbanos das grandes metrópoles, o intimismo antigo dos espaços musicados onde as melodias se escoam e ecoam em telas de tons surdos onde uma ou outra estridência nos apela para o mundo onde a luz se encontra…

    Pintora de memórias estruturadas apela entre atlânticas visualizações paisagísticas e o reticulado urbanos das grandes metrópoles.
    Em algumas telas encontramo-nos perante o intimismo dos antigos espaços musicados onde as melodias se escoam e ecoam em planos de tons surdos onde uma ou outra estridência nos chama para o mundo onde a luz se encontra, ou encontramo-nos ainda nas sombras de uma casa, onde o fazer é o passar dos dias na nostalgia precisa de uma infância longínqua

    Noutras telas, e, num jogo plástico em que a forma é imposta pela incidência da cor, estaríamos perante a pintura de um eventual ”fauve”, ou, ainda de um suposto “orfista”.
    Não há um cinetismo na presença da cor. Há, sim, uma procura de equilíbrio dinâmico e estruturado através de formas intercincundantes, até que o “movimento” se pára por si, em vectores propostos entre a tela e o espectador.
    Não há distanciamento na forma, não há distanciamento na cor. Nem “crises de repetitividade”.
    O ”ser total” surge do afecto inter cromático que se nos impõe como objecto procurado na sua intencionalidade de fazer parte do nosso universo de prazeres visuais, que encontraríamos fortuitamente num campo aberto de papoilas ou num mar suposto de Iemanjá.
    Estamos, assim, perante uma pintura que advém de um contacto permanente, afectivo e efectivo com a plasticidade e a memória das coisas e do mundo. Com o Homem e os seus Fazeres…

    Lisboa, 2008
    Maria João Franco
    Pintora
    Directora redactora de Casamarela5b & ARTS (jornal on-line)
    in www.movartecontemporanea.blogspot.com

    TERESA MENDONÇA
    Maria Teresa Castro Soromenho Mendonça, nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, em 1948.Pintora autodidacta.Tendo mostrado desde sempre vivo interesse pelas Artes Plásticas,enveredou pela pintura, referenciando-se na obra de Hilário Teixeira Lopes, da qual sofre forte influência, desenvolvendo assim a sua investigação pictórica.

    Colaborou com Sílvia Chicó na realização de uma série de programas para a RTP ”Passeio pela Arte” produzido pela produtora Artemis para integração da Criança no universo das Artes.
    Desde 1996, tem vindo, a participar em dezenas de exposições no país e no estrangeiro, com incidência nos países lusófonos, nomeadamente no Brasil, Cabo Verde e Guiné Bissau, em colaboração com diversos Municípios, Embaixadas e Entidades, das quais se destacam a Sociedade da Língua Portuguesa, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal, na cidade da Praia em Cabo Verde, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal na Guiné Bissau , na inauguração da Reitoria do Instituto Politécnico de Lisboa e em várias Câmaras Municipais do Continente e Ilhas .

    Em 2007, a convite da C.M.de Ponta Delgada expõe “esta cor de memórias feita” no Centro Cultural de Ponta Delgada em colaboração com o MAC-Movimento Arte Contemporânea.

    Expôs em 2009 na Galeria Pepper's - Caldas da Rainha e na ARC galeria, em Faro.
    Participa em 2010 na IV Bienal de Poesia de Silves como artista pástica convidada.
    Representada em diversas colecções nacionais e estrangeiras, viu , uma vez mais o seu mérito reconhecido com a atribuição do Prémio MAC - Revelação 2007 Pintura (troféu executado pelo prof. esc. João Duarte ) pelo conjunto de obras apresentadas por aquela galeria ao longo do ano de 2007.
    Vive e trabalha na Herdade da Aroeira.


    Pintura de Teresa Mendonça
  • por Margarida Neves Pereira in Açoreano Oriental

    A Arte é sempre a penetração da nova realidade, a retirada das cortinas do mundo visual e a reflexão do espaço misterioso. Não há Arte sem mistério.
    Mas Teresa Mendonça não está de forma alguma ocupada com um estudo da natureza e muito menos tenta dar uma impressão óptica de uma paisagem concreta.
    “Absorver-me no espaço natural” diz a artista, “ajuda-me a encontrar um espaço metafísico e alternativo”.
    Ao fazer isto, o olhar sensível da artista escolhe de entre a vasta multiplicidade de linha e cores existentes, unicamente aqueles motivos orientadores que a atraem pela sua novidade e lhe suscitam vagas e excitantes associações.
    A cor densa da têmpera, enquanto material que veicula a cor, parece emanar, algures de dentro, abrindo caminho através da superfície abstracta da tela branca e exigindo uma estética das relações cromáticas completamente diferentes, provocando na artista, audaciosas improvisações e fortes impulsos no seu trabalho de concentração, frente ao cavalete no seu atelier, fazendo-a elaborar obras autónomas de grande expressividade e forte intensidade criadora.
    O mundo da cor vai assim ganhando forma, coincidindo com o
    universo artístico de Teresa Mendonça. Nele as formas do micro e do macro-mundo flúem incessantemente em conjunto e coexistem com os elementos de diferentes dimensões, volumes e planos, nas mais diversas configurações.
    Uma tal composição capta inevitavelmente uma parte acidental do infinito.
    De um modo semelhante a uma membrana celular, os seus trabalhos permitem-lhe levar a cabo, uma espécie de troca energética com o mundo externo.
    Todas as obras deste seu ciclo, são variações do mesmo motivo paisagístico.
    O cenário de tal tarefa está ligado a uma tentativa de encontrar todas as soluções possíveis para pintar uma única ideia textual através do enriquecimento da gama de associações com ecos do passado e do presente.
    Nestes seus quadros o elemento de abstracção é claramente intensificado.
    Teresa Mendonça, alcança os mais variados e inesperados efeitos utilizando um arsenal de meios pictóricos.
    Por vezes a artista domina a massa de cores; outras vezes, é ela quem se submete à sua fúria tempestuosa.
    A multiplicidade dos modos como Teresa Mendonça concebe os seus quadros, oferece-nos o testemunho da luta da artista com a tela.
    Uma reincarnação mágica, parece ter lugar mesmo perante os olhos dos espectadores.
    É desta capacidade de sofrer fantásticas transformações, que a massa de cores está dotada, na sua subordinação à vontade duma criadora que se chama Teresa Mendonça e cujas obras são particularmente atraentes e inimitáveis.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Curadoria no 60º aniversário da Sociedade de Língua Portuguesa




A convite da Sociedade da Língua Portuguesa, em comemoração do seu 60º aniversário - Festa da Língua Portuguesa - em parceria com a Câmara Municipal de Peso da Régua, Álvaro Lobato de Faria será comissário para a mostra de Artes Plásticas integrada no âmbito do vasto programa daquele evento que terá lugar nos dias 17,18 e 19 de Setembro de 2009.


Na exposição de Artes Plásticas poderão ser vistas obras de:


Alfred Opitz
Ana Tristany
Figueiredo Sobral
Helena San Payo
Hilário Teixeira Lopes
Jaime Murteira
José Vicente
Luís Athouguia
Luísa Nogueira
Maria João Franco
Miguel Barros
Porfírio Alves Pires
Roberto Chichorro
Saulo Silveira
Sebastião Rodrigues
Teresa Mendonça,

entre outros.


Esta mostra ficará patente ao público de 17 de Setembro até 8 de Outubro de 2009.



terça-feira, 7 de outubro de 2008

Parceria com o Colégio Militar


Janela de Inverno III - Ana Tristany


Ao abrigo da parceria estabelecida com o
Colégio Militar,
o MAC - Movimento Arte Contemporânea

inaugura no próximo dia 8 de Novembro,Sábado, pelas 16 horas ,
a exposição individual de Pintura de
ANA TRISTANY
"À chuva , ao sol e ao vento"
que se realiza no
Pavilhão do Auditório do Colégio Militar,
ao Largo da Luz,em Lisboa
A exposição estará patente ao público,
das 14h às 19h
até 15 de Novembro de 2008

Ana Tristany
texto de apresentação
Dentro das diversas categorias passíveis de situar a pintura de Ana Tristany, poderíamos falar de expressionismo abstracto, pintura matérica, gestualismo, action painting ou dripping, entre tantas outras correntes que alcançaram o seu carácter específico quer pelas técnicas quer pelas soluções espaciais que apresentaram dentro do denominador comum que é a Arte Informal.Ao restringir o seu trabalho a uma destas noções corre-se o risco de uma qualificação imprópria, insuficiente ou de mau uso dos conceitos, podendo essa relação entre o conceito e a obra atingir um grau elevado de contradições.Não me centro na técnica, centro-me na pintora. Quer se trate de arte abstracta ou de arte não figurativa, o trabalho de Ana Tristany está para além do âmbito das discussões em torno da abstração, situando-se numa categoria muito mais vasta que é a de “obra aberta”, postulada por Humberto Eco em 1962, altura em que na Europa se assitia à proliferação de objectos de arte cujas formas indeterminadas convidavam o fruidor a participar activamente na sua construção e concretização.Diante do trabalho de Tristany estamos perante um conjunto de pinturas em que as expressões, as manchas ou os signos aos quais a artista não atribuiu intenção, são passíveis de adquirir múltiplas e novas possibilidades de leitura, desafiando o observador a dotá-las de significado, tornando-se este processo numa ferramenta fundamental para a “conclusão” das composições.O seu trabalho torna-se assim, uma forma de investigação que realiza em parceria com quem observa, uma elaboração mental entre produtor e fruidor que não se sabe até onde vai nem de onde parte.à rapidez de execução postulada pelos informalistas como valor primordial, Tristany opõe uma pintura de duração que, ao invés da obsessão subjectivista daqueles, procura uma objectivação do processo – dripping – longe de se entregar meramente à repetição de gestos, rasgos e manchas desconexos, mas antes procurando dotá-los de continuidade orgânica, convertendo aparências informais em formas globais e enriquecidas estruturalmente.O termo dripping, de uma forma geral, reflecte um conjunto de manifestações diversas, muitas vezes anárquicas, caracterizadas tanto pela liberdade na escolha de materias e suportes como pela liberdade na criação de obras sem que nelas intrevenha qualquer organização voluntária, ordem ou esquema pré-estabelecidos, daí resultando um denso emaranhado linear e pontilhista, por vezes caótico, prevalecendo a matéria disposta mais ou menos ao acaso.No entanto, em contacto com a obra de Ana Tristany percebemos desde o início que trabalha em plena posse dos recursos técnicos e plásticos e, sobretudo, que os une à sua enorme intensidade intimista e tremendamente poética.Mais do que um conjunto de relações entre diferentes cores, a sua pintura é um veículo para expressar emoções, uma mescla entre cor e matéria onde podemos sentir o movimento do braço e do pulso, numa energia gestual espontânea onde a tinta é jogada, espirrando, gotejando e manchando as superfícies, habitando-as de efeitos visuais potenciadores de significados.Distanciando-se do gestualismo de carácter visceral, destaca a “abolição” da forma bidimensional na composição, substituindo-a por zonas de matéria pictórica muito elaboradas que chegam a criar verdadeiros relevos, numa busca incessante pela matéria que, no fundo, está na base da sua formação enquanto escultora.Transversal ao seu percurso, a ideia de que o ensino artístico perturba a carreira de um artista plástico não cabe na definição do trabalho que Ana Tristany tem desenvolvido ao longo dos anos com os seus alunos, nomeadamente no Colégio Militar.Dinamizadora de inúmeros projectos pedagógicos de vertente artística, o desenvolvimento do trabalho plástico em contacto directo com os seus alunos, privilegiando a pintura e a escultura enquanto caminhos para a indagação e experimentação, tem-lhe possibilitado abrir caminhos de inovação pedagógica promissores.A sua curiosidade e rigor intelectual, bem como a preocupação em fundamentar a acção pedagógica devidamente articulada com as estruturas directivas do Colégio Militar, têm sido os estímulos que a levam a percorrer estes territórios de pesquisa e reflexão plástica enquanto complemento das capacidades intelectuais e físicas dos alunos, contribuindo decisivamente para o despertar de sentidos que, por vezes, são alheios aos educadores.O trabalho desenvolvido por Tristany é um trabalho de acção, quer na vertente artística quer na vertente pedagógica, que se traduz não num simples jogo de extravagância formal e cromática, mas enquanto ferramenta de ensino que sistematicamente utiliza de forma planeada e ampla, numa espontaneidade que busca a expressão directa da imaginação.

Álvaro Lobato de Faria

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O MAC visitado pelos alunos do Colégio Militar numa iniciativa de Ana Tristany

Numa iniciativa de âmbito pedagógico registamos a visita às exposições de Mestre Figueiredo Sobral e de Albino Moura, promovidas pela Professora Ana Tristany e pelos seus alunos .
Todas estas iniciativas são de louvar pois correspondem a um culto de divulgação da cultura e da arte.
Assim,como temos divulgado estamos sempre abertos a iniciativas como esta, que se torna exemplar a nivel pedagógico e cultural.

Prof.Ana Tristany com os alunos


Álvaro Lobato de Faria com os alunos do Colégio Militar

terça-feira, 22 de abril de 2008

MAC||Maria João Franco::"tu não aconteces,quando eu te quero"


Como comissário no Museu da Água, em Lisboa, para o projecto de

Maria João Franco,

"tu não aconteces, quando eu te quero"

que tem como base o desenvolvimento de uma linguagem poético/plástica,
Álvaro Lobato de Faria
apresenta agora no MAC-Movimento Arte Contemporânea,
a segunda parte do projecto,
para cuja inauguração no dia 6 de Maio pelas 19 horas,
convida Vossas Excelências.

MAC-Movimento Arte Contemporânea.

A mostra daquela artista,
com novas obras, que complementam a anterior,
subordinada ao mesmo tema,
"tu não aconteces quando eu te quero"
inaugura no dia 6 de Maio de 2008 pelas 19 horas,

e estará patente nos dois espaços MAC
até 30 de Maio de 2008
Rua do Sol ao Rato, 9C
1250-207 Lisboa


Tel./fax 21 385 07 89
tm: 96 267 05 32

Av. Álvares Cabral 58-60
1250-072 Lisboa
Tel: 21 386 72 15
Tm: 96 267 05 32
horário: segunda a sexta das 13 às 20 horas,
aos sábados das 15 às 19 horas
e Domingos e feriados por marcação
tm: 96 267 05 32.
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"este cais em que naufraguei" 1

Tecn.mista s/tela
80.100 cm

2008
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Maria João Franco
Nasceu em Leiria em 1945. Tem o curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa.Frequentou o curso de Arquitectura de Belas Artes do Porto.Comenda e Medalha de Mérito e Cultura atribuído pela Associação de Artistas Plásticos e Desenho Brasileiros.Desde 1982, participou em várias exposições colectivas e, a partir de 1985, realizou diversas exposições individuais quer em Portugal quer no estrangeiro.Em 1997 executou um cartão de tapeçaria para Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, cujo 1º exemplar faz parte do acervo do Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.Fez parte do júri do concurso “32 Jovens Pintores” com o Alto patrocínio da Presidência da República Portuguesa integrado nas Comemorações do 10 de Junho de 2000-Dia de Portugal.Trabalha como artista convidada em cerâmica artística na Keramos – Condeixa.Convidada pela Foundation for the Support of Monestery Bentlage para participar noInternational Summer Workshop em Rheine – Alemanha Agosto 2005.Em 2005 executa um painel alusivo a “O Motim” de Miguel Franco inserido no Teatro Miguel Franco em Leiria.Funda em 2006 o jornal on-line “Casamarela5b & ARTS” em homenagem ao Pintor Nelson Dias.
http://www.casamarela5b.bogspot.com/
Está em estreita colaboração com as actividades culturais e artísticas do MAC-Movimento Arte Contemporânea, Lisboa.
Prémios:1987 – Prémio de edição na “IV Exposição Nacional de Gravura” – Gravura/Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; / 1º Prémio do concurso de Gravura Integrado no Ano Europeu do Ambiente - Setúbal/Beauvais; /2006- Prémio MAC’2006 Carreira – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa; /2007- Premio MAC’2007 Prestígio – MAC- Movimento Arte Contemporânea – Lisboa; /Representações:Está representada nas seguintes instituições: Museu de Setúbal; Cooperativa dos Gravadores Portugueses, Gravura em Lisboa; Colecção da Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; Museu Armindo Teixeira Lopes, Mirandela; acervo da C.M. Lisboa, Coimbra, Amadora e Abrantes; colecções particulares em Portugal, Itália, Espanha, França, Suíça, Brasil, EUA e Holanda.
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texto do catálogo
Ao longo de quarenta anos de carreira, Maria João Franco, tem vindo a ser uma intransigente pesquisadora de verdades e de liberdades interiores, não cessando de se transformar – mantendo-se, no essencial, fiel a si mesma.Maria João Franco perfaz o contorno, realiza o movimento, concretiza a ideia num imaginário pictórico único que lhe atribui um lugar marcante nas artes plásticas portuguesas.A sua arte tem uma estreita relação com o corpo, com o corpo das coisas, com a ideia primeira de matéria mater, que refaz incessantemente numa busca interminável, como se procurasse o princípio e o fim de um todo que sente ser o nosso, mas, na sua pesquisa, anseia sempre por um fim ou princípio outro.Aqui assenta toda a diversidade da sua obra em que o fio condutor submerge e emerge, consentindo e confirmando toda a sua versatilidade como artista plástica, como criativa e autora.No envolvimento cálido e terno nas pinturas que figuram a nossa condição, e que confere harmonia e beleza à trivialidade do quotidiano, sabe-se a vontade e o modo de subtrair riqueza plástica a um seu muito pessoal universo imagético.O grafismo, aqui afirmado como elemento estilístico, afirma a autonomia da cor, que polariza e atrai a fluidez antropomórfica das formas, é na sua obra de uma importância fundamental.Fala-nos pela incidência da cor que transporta e assume o papel de interlocutor entre a obra e o espectador.Estamos agora perante uma artista sem hesitações, de um saber constante e ritmado, onde cada tomada de consciência nos abre o caminho para o seu mundo multidisciplinar, onde cada gesto tem o sabor de uma certeza.A arte de Maria João Franco, extraordinariamente sensível na fluidez da linguagem das formas, na vigorosa materialidade da cor, na força e no encanto da sua evasão e do seu êxtase, é uma fascinante e esplêndida aventura espiritual e técnica.As suas obras, são pois materialização de anseios e de sonhos, notas de realce, na Pintura Portuguesa Contemporânea.A devoção e o grande profissionalismo, a continuidade e o grande empenho que Maria João Franco nos transmite nas suas obras, revelam-nos estar perante uma grande pintora e uma excelente artista, reconhecida não só em Portugal como internacionalmenteEm “tu não aconteces, quando eu te quero” título da exposição que agora nos apresenta, mostra-nos a sua constante evolução, a sua busca sem fadiga, a qualidade intranquila da sua poética, que faz de cada momento uma reencarnação imprevisível, nova uma conquista, um constante enriquecimento.O vigor e qualidade do conjunto destas obras fará, com toda a certeza, que ele ocupe um significativo lugar na excelente pintura que Maria João Franco vem construindo e a que já nos habituou, confirmando o grande talento e sobretudo a surpreendente qualidade técnica e criativa desta grande artista das artes plásticas do nosso país.


Álvaro Lobato de Faria

Director Coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea

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press release


"tu não aconteces, quando eu te quero

não falas ainda, quando eu te escuto.

tu não dizes, quanto eu te encontro.

Tempos passados de saber sentido

Tempos esquecidos de saber sofrido

Não sabes ainda quanto eu te entendo."

M.J.Franco

2008


Numa pesquisa, aliada a uma auto reflexão constante do ser/estar criado e recriado, ainda que numa atmosfera imersa, paradigma de todas as realizações encontradas, e não…Que o título da exposição: “tu não aconteces, quando eu te quero” denuncia já a busca incessante do encontro efectivo e afectivo com a “coisa” /”pessoa” amada.O universo plástico em que me situo denuncia-se pelo equívoco meio das ilusões em que as leituras várias se sobrepõem deixando ao espectador o disfarce amplo para as múltiplas e constantes leituras.“tu não dizes, quanto eu te encontro” negação aparente de diálogo com a ”coisa” em que o “quanto” nega ainda o dar a conhecer a infinidade das possibilidades dele mesmo.“não sabes ainda quanto eu te entendo” é o passo anunciado para a próxima realização em que o acto está já contido no “tu não te encontras, quando eu te quero” ,impossibilidade de simultaneidade de actos e realizações de ser e estar afectivo e efectivo.Poema/projecto de formalização autobiográfica e plástica, “tu não aconteces, quando eu te quero” tem agora lugar no MAC-Movimento Arte Contemporânea a 6 de maio de 2008 .

Maria João Franco

Lisboa, Abril/2008